Revista Mulheres e Literatura – vol.14 – 1º semestre - 2015



RAMI: A MULHER, A REALIDADE E A TRAJETÓRIA NA NARRATIVA DE PAULINA CHIZIANE – Denise Maria Soares Lima





 Denise Maria Soares Lima

Universidade Católica de Brasília

 

 

Resumo: Este artigo propõe uma reflexão acerca da representação da mulher moçambicana na obra Niketche: Uma história de poligamia, de Paulina Chiziane.  A análise centra-se na resistência feminina que emerge nos discursos da protagonista Rami, cujas estratégias de luta diante dos infortúnios, adversidades e violências inauditas são construídas e reconstruídas ao longo da ficção, que elege a poligamia para discutir as condições sociopolíticas da mulher africana em diferentes territórios.

 

Palavras-chaves: Paulina Chiziane, Rami, mulher moçambicana, poligamia

 

Abstract: This article proposes a reflection about the representation of Mozambican women in the work Niketche: A History of Polygamy, by Paulina Chiziane. The analysis focuses on the feminine resistance that emerges in Rami’s discourses, the protagonist whose fighting strategies in the face of misfortunes, adversities and unprecedented violence are constructed and reconstructed throughout her fiction, which elects polygamy to discuss the sociopolitical condition of African women in different territories.

 

Keywords: Paulina Chiziane, Rami, Mozambican Women, Polygamy
Minicurrículo: Denise Maria Soares Lima é escritora de contos, poesia e artigos científicos, desde 2010. Publicou nas edições 34, 35 e 37 dos Cadernos Negros (São Paulo) e em revistas científicas nacionais e internacionais, como por exemplo Dialogia e Eccos (SP, Universidade Nove de Julho), Teias (eletrônica, UERJ, Pós-graduação em Educação, ProPed), Interacções (Campo Grande, MS, Univ. Católica Dom Bosco), IberoAmericana de Educación (Madri, Org. de Estados Iberoamericanos), Educere (Mérida, Venezuela), entre outras. Doutoranda e Mestra em Educação pela Universidade Católica de Brasília (UCB), é bolsista CAPES e membro integrante voluntário da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. Tem experiência na área de educação, atuando principalmente nos temas da Educação para as Relações étnico-raciais, Lei Federal n. 10.639/2003, Educação de Jovens e Adultos, educação antirracista e Educação a distância.

 


 

RAMI: A MULHER, A REALIDADE E A TRAJETÓRIA NA NARRATIVA DE PAULINA CHIZIANE

 

 

Denise Maria Soares Lima

 

Universidade Católica de Brasília

 

 

Introdução

 

Paulina Chiziane é moçambicana, nasceu em 1955, em Majacaze, província de Gaza, região sul do país. Primeira escritora em seu país a publicar um romance, nomeado Balada de amor ao vento, em 1990. Em sua bibliografia, destaca-se a obra em estudo Niketche: uma história de poligamia com a qual foi agraciada com o Prêmio José Craveirinha, em 2003, instituído pela Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO).  Em suas obras, Chiziane aborda questões femininas e a cultura moçambicana. Em relação à escrita literária, assim declarou a autora em entrevista:

 

O fato é que sou uma mulher e escrevo sobre temas que me tocam nessa minha condição. O que me incomoda é que, quando é o homem escrevendo, as pessoas não o chamam de machista e nós, mulheres, quando escrevemos, somos chamadas de feministas. É verdade que eu escrevo muito forte sobre o feminino, sobre as questões que interessam de perto às mulheres (DIOGO, 2010, p. 174).

 

Dessa forma, a autora contesta o estigma de feminista, entretanto afirma, na mesma entrevista, que em Niketche sua intenção era colocar mulheres para falarem sobre sexo, além de problematizar os sistemas monogâmico e poligâmico dominantes em Moçambique.

Nascida no período colonial, Chiziane inicia a publicação de suas obras no período pós-independência de Moçambique, que data de 1975. Como outros autores moçambicanos, suas publicações são em língua portuguesa.  Quanto a isso, Lopes (2000) observa que a tradição oral ou acústica, como a designa, marcante em Moçambique, não impediu que a produção literária se desenvolvesse com forte influência da língua do colonizador, no caso, o português.  Essa mescla do tradicional com o novo, da escrita com a oralidade, para o autor, se harmoniza e traz modernidade às literaturas africanas. Chiziane, certamente, contribui para essa fruição, como se observará no presente ensaio.

Quanto à obra, Niketche: Uma história de poligamia, contém quarenta e um capítulos, todos narrados em primeira pessoa. O cenário que permeia todo o romance ocorre no dia-a-dia urbano de Moçambique, contudo o espaço geográfico apresentado não está circunscrito à cidade. De norte a sul, de leste a oeste, a obra percorre todos esses limites e tradições das terras moçambicanas para expor, refletir e compreender suas diferenças culturais, cujos marcos divisórios são pontuados em toda a narrativa. Quanto ao espaço temporal, o parágrafo inaugural anuncia: “Um estrondo ouve-se do lado de lá. Uma bomba. Mina antipessoal. Deve ser a guerra a regressar outra vez” (CHIZIANE, 2004, p. 1), há, neste trecho, indícios de que as ações militares, que sucederam à independência em 1975, ainda é uma ameaça, pois, nesta visão, podem regressar.

Nesses espaços de tensão, o enredo se estrutura em torno da história contada por Rosa Maria, Rami. Esta mulher moçambicana, casada, se desloca à procura das demais mulheres de seu marido, Tony. Essa peregrinação, que inicialmente é uma caça em busca de presas, vai ao longo da história assumindo novos contornos, e as rivais vão adquirindo novos papéis sociais: amigas, sócias, confidentes. Cada mulher, uma realidade, uma trajetória, um território moçambicano a ser examinado e compreendido, onde comportamentos são explorados, principalmente em relação à organização familiar no que diz respeito à ocupação da figura feminina nestes ambientes dando ensejo para discutir as sociedades matriarcal e patriarcal, a poligamia, o lobolo, a tradição e a modernidade. Desse modo, a narrativa íntima e reflexiva de Chiziane é um convite a compreender as relações de gênero em África, quase sempre invisíveis nos estudos ocidentais.

 

Rami: desejos e desígnios

Quem é Rami, a protagonista? A trajetória da narradora-personagem é um conjunto de desejos e desígnios, dos quais ela busca incessantemente questioná-los e projetá-los. Reconstruída a cada sequência, a personagem torna a reflexão sua tônica discursiva: “Derrotada? Não. Nunca combati. Depus as armas antes de as empunhar. Sempre me entreguei nas mãos da vida. Do destino. Nunca mexi um dedo para que as coisas corressem de acordo com os meus desejos. Mas será que algum dia tive desejos?” (p. 18). Segue-se a esse pensamento, em três parágrafos seguintes: “Desperto inspirada. Hoje quero mudar o meu mundo. Hoje quero fazer o que fazem todas as mulheres desta terra” (p. 19).

Esse movimento íntimo que marca a fala da personagem consigo mesma é representado e estabelecido ao longo do romance utilizando o artificio do espelho: “Vou ao espelho descobrir o que há de errado em mim. (…). De quem será esta imagem que me hipnotiza e encanta?” (CHIZIANE, 2004, p. 15). Há, assim, diversas passagens onde o diálogo reflexivo com a imagem é realizado: “Corro para meu espelho e desabafo.” (p. 48). Contudo, não se trata apenas de um monólogo, neste embate Rami projeta-se, declina-se, ergue-se. Segundo Palo (2008, p. 30), em Niketche: “A imagem é roubada pelo espelho e, no afã de tentar considerar-se o Outro, coloca a experiência espetacular, entre a percepção e a significação, além do verbal. Aqui a voz poética assume a memória e a profecia”. Neste encontro, ao transformar seu irreal em confessor e julgador, Rami dota a imagem de poderes, poderes especiais: a imagem-Rami é testemunha de conflitos, dissabores e desejos, ao mesmo tempo em que desmascara a realidade existente e, por vezes, cria uma Rami existente apenas na imagem.

No entanto, as reflexões de Rami são apenas parte do conjunto da obra; à Rami reflexiva soma-se a Rami que se coloca em ação, que transita da voz passiva para ativa, em busca de respostas acerca de sua posição feminina perante a mulher, o homem, a família, as tradições, a religião, o estado e a cultura e da superação de conflitos vivenciados individuais e coletivos.

 

Rami, suas mulheres e Tony: o hexágono amoroso

Ao discorrer sobre as relações desiguais e conflitivas entre homens e mulheres, Touraine (2011), sugere, hipoteticamente, que se o homem é o mantenedor e beneficiário das desigualdades de gênero, combatendo-o, dar-se-ia um basta à dominação masculina e ponto final. Contudo, acresce que não só essa premissa é falsa como o argumento: hoje, as mulheres têm interesses não apenas centrados em justar posições, mas em “(…) recompor numa totalidade os elementos que por muito tempo foram separados” (CHIZIANE, 2004, p. 82).  Essa construção de consciência feminina coletiva, na obra em estudo, se dá a partir de disputas individuais que permitem às personagens femininas discutirem seus papéis sociais, confrontando-os. Esses confrontos são promovidos pela personagem principal, que de modo inusitado vai ao encontro de suas rivais. Ao fim do quinto capítulo, Rami declara:

 

O coração do meu Tony é uma constelação de cinco pontos. Um pentágono. Eu, Rami, sou a primeira dama, a rainha mãe. Depois, vem a Julieta, a enganada, ocupando o posto de segunda dama. Segue-se a Luísa, a desejada no lugar de terceira dama. A Saly, a apetecida, é a quarta. Finalmente a Mauá Sualé, a amada, a caçulinha, recém-adquirida. O nosso lar é um polígono de seis pontos. É polígamo. Um hexágono amoroso (CHIZIANE, 2004, p. 58).

 

Dentre as oposições marcadas na narrativa, destaca-se a cena quando o privado torna-se público. A personagem principal ao se dar conta da existência das demais mulheres na vida de Tony, seu marido, aproxima-se destas e propõe:

 

Cada uma de nós é um ramo solto, uma folha morta, ao sabor do vento – explico. –Somos cinco. Unamo-nos num feixe e formemos uma mão. Cada uma de nós será um dedo, e as grandes linhas da mão a vida, o coração, a sorte, o destino e o amor. Não estaremos tão desprotegidas e poderemos segurar o leme da vida e traçar o destino (CHIZIANE, 2004, p. 82).

 

A partir de então, uma nova família legalizada é reformulada, neste novo perfil familiar, as mulheres Julieta, Luísa, Saly e Mauá Sualé são incluídas, assim como seus filhos. Há um “ciclo de lobolos” para esse ajuste social, contudo, essa família é reconstruída em torno de Rami e suas mulheres – como provoca o subtítulo acima – pois é ela que expõe publicamente o que era privado: “– É verdade que reuniste todas as mulheres, à vista de toda a gente? – Sim. – Graças a Deus! Não foi só a tua vontade, minha vontade, Rami. Os antepassados guiaram os teus passos para a reunião da grande família, no grande dia. És uma grande mulher” (CHIZIANE, 2004, p. 114).

Desse modo, desde os primeiros capítulos, Rami toma ciência da existência das demais mulheres e das posições que cada uma ocupa. O lar polígamo é, então, o pretexto para discutir diferenças culturais, sejam de gênero, de origem ou de religião. A poligamia é censurada, defendida e combatida: “As culturas são fronteiras invisíveis construindo a fortaleza do mundo. Em algumas regiões do norte de Moçambique, o amor é feito de partilhas. Partilha-se mulher com o amigo, com o visitante nobre, com o irmão de circuncisão” (CHIZIANE, 2004: 39). “Nunca ninguém me disse a origem da poligamia. Por que é que a igreja proibiu estas práticas tão vitais para a harmonia de um lar? Por que é que os políticos da geração da liberdade levantaram o punho e disseram abaixo os ritos de iniciação? É algum crime ter uma escola de amor? (…). O colonizador é cego. Destrói o seu, assimila o alheio, sem enxergar o próprio umbigo” (CHIZIANE, 2004, p. 45).

Nesses fragmentos, a tradição das famílias matriarcais, ao norte, se opõe ao projeto unificador dos políticos da geração da liberdade (Frente de Libertação de Moçambique, FRELIMO), impondo a família monogâmica, na qual o marido é o chefe de família. De acordo com Pinho (2012), nessa nova ordem política, o poder masculino passa a representar a modernidade e o progresso, portanto, condenando quaisquer manifestações de base matrilinear. A voz narrativa pontua essas diferenças: “Conheço um povo sem poligamia: o povo macua. (…). Conheço um povo com tradição poligâmica: o meu, do sul do meu país. Inspirado no papa, nos padres e nos santos, disse não à poligamia (…). Praticam uma poligamia do tipo ilegal, informal, sem cumprir os devidos mandamentos: um dia dizem não aos costumes, sim ao cristianismo e à lei. No momento seguinte, dizem não onde disseram sim, ou sim onde disseram não” (CHIZIANE, 2004, p. 92).

Quanto à organização familiar das terras do norte e do sul, no que diz respeito à representação feminina, há nítidas diferenças na narrativa: “Na minha aldeia, o amor é solenemente partilhado em comunhão como uma hóstia” (CHIZIANE, 2004, p. 82).  “Muito me espanta esta cultura do sul! – conclui Mauá. – Para nós, o amor e o prazer são muito importantes. Quando um desses elementos falha, mudamos de parceiro. Para que sofrer?” (p. 174). “No sul as mulheres são exiladas no seu próprio mundo, condenadas a morrer sem saber o que é amor e vida” (p. 175). Esses contrastes são evidenciados em relação à sexualidade: “– Eu tenho magia no corpo inteiro (…) comecei a ter lições de amor a partir dos oito anos” (p. 177). “És virgem, apesar dos teus cinco filhos. (…). – O que me aconselhas? – Faz um alongamento genital, que é bom. Esta prática, que muitos condenam sem conhecer, traz mais soluções que problemas” (p. 180).  Tais práticas de sedução com fins eróticos e estéticos não foram incorporadas ao projeto modernizante da FRELIMO, conforme observa Pinho (2012, p. 972):

 

Ao arrepio da pregação cristã e da moral revolucionária da Frelimo, demonizava-se a sexualidade da mulher e via-se, por exemplo, nas prostitutas, especialistas da ars erótica, a imagem incorporada da devassidão e degradação moral do colonialismo.

 

Touraine (2011, p.130) afirma que “A sexualidade é inteiramente desejo, relação com o outro e construção de si. Ela cria uma identidade e, principalmente, uma vontade de construir a unidade sempre ameaçada entre o erotismo e a fecundidade”, em Niketche sexualidade é uma experiência integrada: aproxima o feminino, cria uma identidade coletiva em torno do sujeito masculino, busca o conhecimento de si e do outro, e, particularmente para Rami é a superação de conflitos entre a moral instituída e o desejo. É a possibilidade de correr riscos, de vivenciar o hexágono amoroso.

 

Rami e Vuyazi: princesas insubmissas

No conjunto da obra, como já exposto, há contextos antagônicos que expõem tanto a fragilidade como a força determinantes na construção das relações individuais e sociais. Essas manifestações, geralmente estereotipadas em masculino=força e feminino=fragilidade, assumem orientações que subvertem o instituído, dois desses momentos na obra ocorrem nas narrativas míticas de Vuyazi e Niketche. O primeiro é apresentado em um contexto em que o marido, Tony, queixa-se aos familiares mais velhos (conselho de família) da má conduta de suas mulheres. Na sequência, uma anciã inicia: “Era uma vez uma princesa. Nasceu da nobreza mas tinha o coração de pobreza. Às mulheres sempre se impôs a obrigação de obedecer aos homens. É a natureza” (CHIZIANE, 2004, p. 157). Então, discorre sobre Vuyazi, que foi castigada por desobediência aos costumes e descumprimento de obrigações impostas às mulheres. E finaliza:

 

É Vuyazi, a princesa insubmissa estampada na lua. É a Vuyazi, estátua de sal, petrificada no alto dos céus, num inferno de gelo. É por isso que as mulheres do mundo inteiro, uma vez por mês, apodrecem o corpo em chagas e ficam impuras, choram lágrimas de sangue, castigadas pela insubmissão de Vuyazi (CHIZIANE, 2004, p. 157).

 

O segundo momento ocorre quando conversam acerca da fragilidade flagrante de Tony: “– Podemos usar nossa nudez para assustá-lo, torturá-lo, arrepiá-lo até a medula e à medida da sua maldade” (CHIZIANE, 2004, p. 160). Nesse instante, uma das mulheres, Mauá, envolve as demais de curiosidade, ao falar sobre Niketche: “– Uma dança do amor, que as raparigas recém-iniciadas executam aos olhos do mundo, para afirmar: somos mulheres. Maduras como frutas. Estamos prontas para vida” (CHIZIANE, 2004, p.160). Assim, enquanto a liberdade da insubmissa Vuyazi se deu pela opressão, Niketche é a expressão da liberdade no combate à opressão pela arte; em ambos os casos, força e fragilidade são atitudes de resistência, que compõem o coletivo feminino na narrativa. Atitudes essas que estão presentes na personagem Rami, que diante dos infortúnios cria mecanismos de luta, que mesclam tolerância, vingança e aquiescência. Diante desses comportamentos discrepantes e, muitas vezes, inusitados, tal qual a princesa Vuyazi, que coloniza a lua (CHIZIANE, 2004, p. 293), Rami, a insubmissa tem uma trajetória singular: decide a própria existência, na qual “escreve e ler as linhas nosso destino (…). Com as nossas impurezas menstruais, adubaremos o solo, onde germinará o arco-íris de perfume e flor” (CHIZIANE, 2004, p. 294).

 

Conclusão

A obra Niketche: Uma história de poligamia retrata a experiência humana, diante do inesperado. A personagem Rami descobre-se traída. A partir desse evento, vai lidar com seu destino de modo inusitado. Rami poderia se adaptar ao fato de ser mais uma mulher do seu marido e seguir a tradição? Sim, contudo, a protagonista, assente a poligamia para questioná-la (eis o paradoxo da obra!). Assim, provoca uma mudança de comportamento em todas as personagens, mobilizando-as, principalmente o elenco feminino, que passa a se dar conta de sua capacidade de empoderamento – superando a dependência socioeconômica e buscando a emancipação individual. Desse modo, a narrativa articulada de Pauline Chiziane marca a presença dos sujeitos (femininos), dos lugares de onde vêm (África), e do tempo em que se encontram (colonialismo/pós-colonialismo) sob múltiplos enfoques.

 

Referências

CHIZIANE, P. (2004). Niketche: uma história de poligamia. São Paulo: Companhia das Letras.

DIOGO, R. E. G. (2010). “Paulina Chiziane: as diversas possibilidades de falar sobre o feminino”, Scripta, Belo Horizonte, 14 (27), p. 173-182.

LOPES, J. de S. M. (2010). “Cultura acústica e cultura letrada: o sinuoso percurso da literatura em Moçambique”, Afroletras: revista de artes, letras e ideias, (5), p. 38-44.

PALO J. P. (2008). “Confluências discursivas no romance Niketche de Paulina Chiziane: faces e vozes na reeducação de uma escritura denunciada”, XI Congresso Internacional da ABRALIC, São Paulo.

PINHO, O. (2012). “Descolonizando o feminismo em Moçambique”, Estudos Feministas, (20) 3, p. 955-972, 2012. Disponível em:

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000300026&lng=pt&nrm=iso&tlng=en>. Acesso em: 30 set. 2014.

TOURAINE, A. (2011). O mundo das mulheres. Petrópolis (RJ): Vozes.



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