REVISTA LITCULT24Revista LitCult - Vol.1 - 2001



O ENSAÍSMO DE EDUARDO LOURENÇO: A INQUIETA E LUMINOSA EXPERIMENTAÇÃO DO (IM)POSSÍVEL – Maria de Lourdes Soares





Resumo:
O ensaio (stricto sensu): tentativa de definição, levando em consideração seus principais aspectos e o papel que desempenha na arquitetura dos gêneros literários. Ensaio-exame e ensaio-enxame: algumas considerações. Principais ensaístas portugueses. O ensaísmo de Eduardo Lourenço: temas recorrentes (a imagologia e a questão identitária; idéia de Europa) e heterodoxia. O estilo: o pendor epigráfico; as construções quiasmáticas; a incorporação do onírico e do imaginário; a dobra; a ironia, o duplo e o labirinto; a errancia; a vocação do infinito. O texto: a inquieta e luminosa experimentação do (im)possível ou a escrita no limiar do literário. O fascínio de ler Lourenço como se lê um romance.

Texto:

O ENSAÍSMO DE EDUARDO LOURENÇO: A INQUIETA E LUMINOSA EXPERIMENTAÇÃO DO (IM)POSSÍVEL

Maria de Lourdes Soares

Universidade Federal do Rio de Janeiro

      1. O ensaio: breves considerações

O que é um ensaio? Nas palavras de Eduardo Prado Coelho, o ensaio,stricto sensu, é um texto “onde o autor se interroga e nos interroga (…), é o exercício, tanto quanto possível livre, de uma razão que não procura soluções”, mas reunir elementos para que cada leitor possa elaborar as soluções possíveis. Pressupõe, portanto, “uma consciência da pluralidade dos fins e dos meios e das conexões dialécticas que concretamente os estruturam: não pode desconhecer nem a ironia nem a ação que a supera” (Coelho, 1972: p. 48-49). Os ensaios, ainda segundo o crítico, num estudo posterior, “são “textos de reflexão que (…) desenvolvem um pensamento autônomo, que não procura divulgar uma verdade estabelecida previamente, mas sim, encontrá-la e, simultaneamente, perdê-la no labirinto interminável da escrita” (Coelho, 1984a: p. 43).

Mais recentemente, retomando a sua reflexão sobre o ensaísmo, Prado Coelho sublinha “o papel instabilizador do ensaio na arquitectura dos gêneros literários” (Coelho, 1977: p. 18). Agrupando, didaticamente, os estudos sobre o ensaio em dois tipos, considera que em títulos do tipo “ensaio sobre a essência do ensaio” destaca-se “a noção de exame, com o seu rol de conseqüências: a exigência, o gosto, a prova, o peso, a balança”; já em títulos na linha de “ensaio sobre o ensaio”, sublinha-se “a importância do enxame, nuvem de pássaros, mancha indecisa de multiplicidades, proliferação ilimitada, jogo de espelhos” (Coelho, 1997, p. 20).

As considerações de Prado Coelho sobre o ensaio fundamentarão, nesta fase da pesquisa que desenvolvo, as reflexões sobre a escrita ensaística de Eduardo Lourenço.

      1. O ensaísmo de Eduardo Lourenço

“Um ensaísta é um experimentador do possível“.

Eduardo Lourenço

Eduardo Lourenço conta com mais de meio século de produção intelectual, veiculada através de uma admirável bibliografia, considerada em termos de extensão e de alta qualidade.

A figura e a obra do ensaísta vêm recebendo o merecido reconhecimento por parte da crítica, não apenas no âmbito da cultura lusíada, mas também no cenário europeu e internacional. Os prêmios e os títulos atribuídos ao eminente ensaísta confirmam a importância da sua obra, notadamente para os lusófonos e lusófilos. Além da outorga, em 1995, do título de Doutor Honoris Causa da UFRJ (primeira instituição a distingui-lo com este tipo de prêmio), merecem destaque, entre as inúmeras homenagens que lhe foram prestadas, a atribuição do Prêmio Europeu de Ensaio Charles Veillon (1988) e o Prêmio Camões (1996).

Eduardo Lourenço é certamente a personalidade lusíada de maior relevo da atualidade, sendo inclusive considerado por muitos críticos o maior estudioso da cultura portuguesa que surgiu no século XX. Presença ansiosamente aguardada nos Congressos e outros eventos afins que tematizam a cultura portuguesa, Lourenço inscreve-se com igual destaque como pensador das questões mais inquietantes do nosso século.

Desse modo, depois de publicar o já clássico O Labirinto da saudade (1978), Eduardo Lourenço dá continuidade aos seus estudos sobre Portugal e a cultura portuguesa, publicando, entre outros, Nós como futuro, texto escrito por ocasião da EXPO’98, e, em 1999, Portugal como destino seguido de Mitologia da saudade. Em 1998, publicou também O Esplendor do caos, obra em que dedica estudos sobre a situação da cultura na era da mundialização, procurando refletir sobre a desordem no imaginário finissecular, a vivência da caoticidade em que estamos mergulhados, enfim, o caos nosso de cada dia, caos que “habitamos como se fosse o próprio esplendor” (Lourenço, 1998b: p. 11).

À admiração coletiva que cerca o ensaísta, contudo, não corresponde, com a mesma intensidade, a produção de estudos objetivando um maior aprofundamento dos estudos sobre a sua obra. Foi precisamente a percepção da necessidade desse aprofundamento e a constatação da inexistência, até onde me foi possível saber, de estudos que privilegiassem os processos de construção da escrita de Lourenço que me levaram a apresentar à UFRJ, em maio de 1999, o projeto de pesquisa intitulado “O ensaísmo de: Eduardo Lourenço: o mar sem fim do pensamento e a escrita no limiar da ficção”.

A reconhecida notoriedade da sua figura poderia converter-se em obstáculo a um desejo de aproximação, no sentido de que a sua imensa projeção cultural, tal como ocorreu com Camões e Pessoa, tenderia a criar um halo mítico de efeito paralisante em termos de interlocução com o seu pensamento. O mesmo poderia ser dito em relação ao brilho da sua escrita, cuja luminosidade acabaria por inibir uma vontade de efetivo diálogo.

O que o estudo que pretendo desenvolver propõe é uma leitura que, sem recusar o inegável fascínio do ensaísmo de Lourenço e sem desconsiderar o lugar cultural em que o autor foi colocado, consiga atravessar o esplendor de seus textos (para usarmos uma palavra presente no título de um de seus livros mais recentes), sem no entanto deter-se na pura contemplação. Interessa-me pensar no porquê do fascínio que os textos de Lourenço exercem sobre o leitor — o seu modo de estar na escrita, as estratégias discursivas a que recorre —, relacionando esse poder de sedução com a vivacidade e a amplitude do seu pensamento.

Motiva-me aprofundar uma hipótese que se esboçou com mais nitidez no texto da Prova Escrita do Concurso Público para Professor Adjunto da UFRJ, que realizei em 1997 (“O ensaísmo em Portugal”), hipótese que, de certa forma, estava implícita no modo como leio Lourenço: leio-o como se lê um romance, ainda que o seu texto não se apresente ao leitor com os conhecidos protocolos de leitura romanescos. Talvez seja essa a razão por que ler Lourenço é sempre um prazer antecipado — prazer que não exclui o trabalho. Em resumo, interessa-me pesquisar a construção desse ensaio que se escreve sob o fascínio de outro território — o da ficção.

Em Portugal, renomados ensaístas (lato sensu) — Eduardo Prado Coelho, Silvina Rodrigues Lopes — dedicaram estudos a Eduardo Lourenço, fornecendo-me importantes elementos que constituíram pontos de partida para o desenvolvimento da questão.

O impulso inicial veio-me de Eduardo Prado Coelho. Leitor atento da cultura contemporânea em suas diversas manifestações artísticas, notadamente da literatura e do cinema, Prado Coelho revelou-se também um dos melhores leitores de Eduardo Lourenço, assim se referindo à obra daquele que, em sua opinião, mereceria a qualificação de verdadeiro ensaísta:

(…) soube articular, com extrema lucidez e brilhante desenvoltura da escrita, toda a tradição da esquerda portuguesa, toda a densidade existencial dos anos 50, e o mais fundo das mutações culturais de nosso tempo, na sua dimensão pulsional, errante (…) e apaixonada (Coelho, 1984 a, p. 44).

Diante da dificuldade de ler Lourenço no sentido de ultrapassar o efeito de fascínio que seus textos exercem sobre o leitor —, Prado Coelho, no artigo “Eduardo Lourenço: um rio luminoso”, sublinha a urgência cada vez maior de se ler o ensaísta, procurando encontrar a lógica específica do seu discurso. Assim, com base no livro Poesia e Metafísica (1983), o crítico procura ler Lourenço “na intertextualidade de sua imensa biblioteca”, “na trama da sua conceptualidade às vezes indecisa”, “na espessura vivida de um pensamento”. O crítico encontra na imagem do círculo aberto a melhor definição para a dinâmica do pensamento do autor de O labirinto da saudade, movimento que vai do centro ao horizonte, “da caverna ao rio”, sem contudo “perder no caminho o sentido da origem” (Coelho, 1984b, p. 280).

O impulso seguinte deu-mo o texto de Silvina Rodrigues Lopes. Autora de brilhantes estudos sobre Sophia de Mello Brayner Andresen, Agustina Bessa Luís e Maria Gabriela Llansol, Silvina Rodrigues Lopes assina também “Alguns apontamentos sobre o ensaísmo de Eduardo Lourenço”. Tomando por base Tempo e Poesia e Heterodoxia,Silvina destaca a importância do lugar da interrogação no pensamento do ensaísta, “aquele que a associa à inquietude”, não com vista à obtenção de uma resposta ou verdade definitivas, mas como “um dinamismo próprio, que leva a leitura ao ponto em que ela ‘nos ensina’ e ‘nos critica’, à deslocação de modelos e de normas teóricas”. Desse modo, em lugar de critérios prévios de juízo crítico, Lourenço “propõe um processo de leitura como aparecimento de um duplo”. Mas esse duplo da obra não é “uma simples imagem no espelho, o texto crítico não é mímesis da obra”. Entendendo-se que a “obra não é produto, mas produção, não ergon, mas energueia”, ela apenas dará lugar a “imagens motivadas, as de um espelho imaginário que não funciona segundo o princípio da causalidade, implicando em si o exercício da imaginação que permite que o invisível e o inesperado se insinue na sua superfície, que o inconsciente entre em jogo na estratégia argumentativa, tornando vivo o pensamento”. A ironia, “que corresponde a um modo de pensar, ou de escrita, que na oposição busca a passagem”, é “o nó de que derivam tanto a figura do duplo como a do labirinto, (…) hipóteses centrais do ensaísmo de Eduardo Lourenço (Lopes, 1990, p. 203-205).

Em estudo posterior, apresentado no Congresso Internacional “Portugal e os mares — um encontro de culturas” (realizado em Nápoles, em Dezembro de 1994), Silvina propõe-se a discorrer sobre a idéia de Europa no pensamento de Lourenço, sem dúvida um de seus temas centrais. Em “Europa ou o diálogo que nos falta” (Heterodoxia, 1949), o ensaísta iniciou suas reflexões sobre a Europa e a pertença de Portugal a ela, estudo inovador não só por romper o tradicional círculo de fascínio/ressentimento, “mas porque aí já se defendia o diálogo como forma de resistência a todo tipo de totalitarismos” (Lopes, 1993, p. 2). Em Nós e a Europa ou As Duas Razões (1988), outra vez a interrogação, a dinâmica do seu pensamento se confirma, procurando acompanhar a s circunstâncias e problemáticas atuais. Face a dois tipos de paralisia da história — a auto-acusação, que dominou a intelectualidade pós-Guerra, e a compulsão à celebração, que domina a pós-modernidade — , “Lourenço propõe com insistência a deslocação para outro lugar que permita à fidelidade à Europa como algo de positivo, não só a preservar, mas a fazer”. Ou seja, “uma idéia de Europa que tenha a autoridade da memória”, que “radique numa história comum e não numa identidade”, história comum que é “a da interrogação acompanhada por um sentido de errância” (Lopes, 1994, p. 3).

Ao pôr em interlocução os textos dos dois estudiosos, percebi que ganhava consistência a idéia de examinar com mais atenção a maneira pela qual a escrita de Lourenço se constrói. O exercício da imaginação, a interrogação que se desdobra em ironia e a inclusão da fantasia e do inconsciente, aspectos assinalados por Silvina, correspondem, de certa maneira, ao círculo aberto e à dimensão pulsional, errante e apaixonada, apontados por Eduardo Prado Coelho, e que podem ser vistos, na leitura que proponho, como estratégias dessa escrita ensaística que se aproxima da ficção.

Ao lado do fascínio por aquilo que Lourenço diz, é impossível não se deixar seduzir pela maneira como diz. Para tal, interessa-me acompanhar alguns aspectos do seu estilo inconfundível, sobretudo em O labirinto da Saudade, talvez o livro que mais repercussão causou no meio universitário, dando origem a diversos Cursos, Dissertações e Teses. De início, merece registro a presença de um perturbante “ou”, não disjuntivo, em alguns títulos de artigos (“Camões e o tempo ou a razão oscilante”, de Poesia e Metafísica) e de livros (O complexo de Marx ou o fim do desafio portuguêsNós e a Europa ou As Duas razões), que, embora possa ser entendido como subtitulação, parece indicar sobretudo a pujança e a dinâmica interrogativa e errante de um pensamento que se desdobra, ou ainda abertura às disponibilidades receptivas do leitor.

Lourenço recorre com freqüência a epígrafes, recortadas com extrema propriedade, e também a itálicos, que pontuam noções (por vezes polêmicas) e sublinham referências-chave. Mas, sem dúvida, um dos traços mais fascinantes da sua escrita são as construções quiasmáticas, paradoxais, que tiram o seu efeito no cruzamento ou contaminação sintática de construções normais, construções que se revelam extremamente adequadas à lógica de um pensamento cujo sentido, recorrendo às palavras de Silvina, na oposição busca a passagem: “quinhentos anos de imperialismo sem império que foram também quinhentos anos de Império sem autêntico imperialismo”, como escreve Lourenço em O labirinto da saudade (Lourenço, 1991, p. 45).

O estudo desses elementos estilísticos e o levantamento de outros recursos que fundamentam a estrutura formal do texto são os pontos atrativos que me levam a atravessar a paisagem inquieta e luminosa do ensaísmo de Eduardo Lourenço.

Em O labirinto da saudade, corajosamente, Eduardo Lourenço nomeia os dilemas e complexos do modo de ser português, não hesitando em expor a grandeza e pequenez do imaginário lusíada, ao apontar os seus mitos traumáticos (o da origem ou do nascimento, o da dominação espanhola e o do Ultimatum inglês) e a fixação obsessiva dos portugueses numa imagem irreal de si mesmos, forjada em torno de uma idéia de grandeza que era, no fundo, uma ficção.

Movendo o seu pensamento através da “Literatura como interpretação de Portugal” (e esta é sem dúvida uma das razões da sedução do seu texto), Lourenço destaca alguns momentos-chave da gestação de contra-imagens (Neo-realismo, Surrealismo, Filosofia Portuguesa, Revolução de Abril). Por fim, sublinha, na trajetória que se inicia com Garrett, passa por Eça e a Geração de 70, e chega até o Modernismo, o mais profundo e dilemático processo da moderna autognose literária portuguesa. Como não poderia deixar de ser, Lourenço recorre novamente a uma construção quiasmática para melhor traçar este percurso: do romântico “Ninguém-Portugal” de Garrett ao pessoano “português-ninguém, imerso e dissolvido no universal de todos” (Lourenço, 1991, p. 17ss).

No texto “Onze Teses por ocasião de mais uma descoberta de Portugal”, um dos capítulos de Pela mão de Alice, Boaventura S. Santos (Santos, 1997, p. 53-74) estabelece um provocador diálogo com o referido livro de Lourenço, significativamente subintitulado “Psicanálise mítica do destino português”. Contudo, o desenvolvimento desta instigante interlocução escapa aos limites deste trabalho.

À guisa de conclusão deste estudo — conclusão forçosamente provisória dado o estágio inicial em que se encontra a minha pesquisa sobre a obra de Lourenço —, decidi recorrer outra vez ao pensamento de Prado Coelho. Em nossos dias, é possível observar uma polêmica em torno de duas perspectivas extremamente polarizadas: a que conduz à “rejeição de quaisquer limites”, decorrente em grande parte da noção alargada de texto; e a que, avessa à dissolução dos limites, pratica uma espécie de “terrorismo de fronteiras”. Em lugar dessas posições extremas, Prado Coelho sugere uma terceira via, significatimente próxima à da mecânica dos fluidos, conforme a imagística que lhe é tão cara, assim encerrando o seu ensaio sobre o ensaio:

(…) na atmosfera matizada de uma cultura dita pós-moderna, sentimos que a atracção do exterior se atenua e que os limites são cada vez menos portas voltadas para a explosão da luz que vem de fora do que sutis mecanismos de rios, margens e pontes, nos quais a vocação deambulatória do ensaio enquanto exercício de liberdade e tolerância, composição harmoniosa de exame e enxame, poderá recuperar a mais profunda e apaixonante razão de ser (Coelho, 1997, p. 49).

Difícil encontrar melhor síntese para definir a ensaística daquele que ousa agitar o mar sem fim do pensamento “com a vara apaixonada da literatura” (Coelho, 1997, p. 121): a reiterada imagem do rio, a vocação deambulatória, a confluência harmoniosa do exame e do enxame. A ela gostaria apenas de acrescentar a hipótese que me fascina na ensaística de Lourenço: o texto como inquieta e luminosa experimentação do (im)possível ou a escrita ensaística que se constrói no horizonte do literário. Talvez valha a pena lembrar, como já apontaram alguns poetas e críticos da cultura portuguesa, que este modo de “estar na fronteira” (aqui entendido não como dilaceramento ou limite rígido entre dois territórios, mas como um limiar), é também um muito próprio modo “português de ser (Silveira, 1997, p. 533).

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Este texto foi uma comunicação apresentada no XVII Encontro de Professores Universitários Brasileiros de Literatura Portuguesa, realizado na UFMG/PUC-Minas, no período de 16 a 20 de Agosto de 1999. Aqui ele corresponde às primeiras considerações sobre o ensaísmo de Lourenço, já que meu projeto de pesquisa a este respeito encontra-se em fase inicial, com o seu desenvolvimento previsto para o período de 2001-2003.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COELHO, Eduardo Coelho. Sílvio Lima. O reino flutuante. Exercícios sobre a razão e o discurso. Lisboa: Edições 70, 1972, p.45-51.

——. O ensaio em Portugal (1974-1984). Colóquio Letras no 78 (1984a), p. 44

—— Eduardo Lourenço: um rio luminoso. A mecânica dos fluidos. Lisboa: IN-CM, 1984b, p. 279-284.

——. O ensaio em geral. O cálculo das sombras. Porto: Asa, 1997, p. 18-49.

——. Eduardo Lourenço: aquele que agita o mar. O cálculo das sombras. Porto: Asa, 1997, p. 121-123.

LOPES, Silvina Rodrigues. Alguns apontamentos sobre o ensaísmo de Eduardo Lourenço. A aprendizagem do incerto. Lisboa: Litoral, 1990, p.199-205.

——. A ideia da Europa. Portugal e os Mares: um encontro de culturas. Nápoles, 1994, p. 1-7.

LOURENÇO, Eduardo. Nós e a Europa ou as duas razões. Lisboa: IN-CM, 1988.

——. O labirinto da saudade – Psicanálise mítica do destino português. 4. ed. Lisboa: Dom Quixote, 1991.

——. O esplendor do caos. Lisboa: Gradiva, 1998.

——. Nós como futuro. LisboaAssírio & Alvim, 1998.

——. Portugal como destino seguido de Mitologia da saudade. Lisboa: Gradiva, 1999.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Pela mão de Alice. O social e o político na pós-modernidade. 4. ed. São Paulo: Cortez, 1997.

SILVEIRA, Jorge Fernandes da. A casa do Império. 5o Congresso Abralic Cânones & Contextos. Anais. Rio de Janeiro: CNPq/ABRALIC/FINEP, 1997. V. 1, p. 531-37.



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