Revista Mulheres e Literatura – vol. 19 – 2017



MESTIZA: UMA PROPOSTA DE DESCOLONIZAÇÃO – Luana Balieiro Cosme





 

Luana Balieiro Cosme

Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes

 

Resumo: Nesse artigo, foi proposta uma métodologia black/mestiza feminista para pensar a composição textual do texto acadêmico como forma de resistência, principalmente em relação ao imperativo intelectual da Europa. Os textos base que constituíram aportes desta discussão foram Speaking in Tongues e How to Tame a Wild Tongue, da escritora chicana Gloria Anzaldúa. O artigo se compõe dos recursos da linguagem e das percepções sobre a margem ou os sujeitos da margem, e as variações textuais foram minuciosamente escolhidas, ao nível de intervenções. Multiplicam-se os efeitos, fazendo gerar nos leitores sentimentos de repulsa e negação, tendo como importante componente a ideia de descolonização do pensamento e do Outro.

 

Palavras-chave: Descolonização, Outro, Gloria Anzaldúa, Black/Mestiza.

 

Abstract: In this paper, we propose a black/mestiza feminist methodology to approach the textual composition of the academic text as a form of resistance, especially in relation to eurocentrism. The texts that served as basis for this article were Speaking in Tongues and How to Tame a Wild Tongue, by the chicana writer Gloria Anzaldua. The linguistic resources and perceptions of the border and of border subjects constituted a contributions for this discussion and were useful to the writing of this article. Textual variations were carefully chosen at the level of intervention. The effects are multiplied, and they generates feelings of repulsion and denial in the readers implying in the idea of decolonization and of the Other.

 

Keywords: Decolonization, Other, Gloria Anzaldúa, Black/Mestiza.

 

Minicurrículo: Luana Balieiro Cosme é professora, graduada em História (Unimontes) e Pedagogia (Universidade Cruzeiro do Sul), mestre em História (Unimontes). Atualmente está vinculada ao Grupo de Pesquisa Gênero e Violência (Unimontes) e é colaboradora do Projeto de Extensão “Informática básica para mulheres”, no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), campus Montes Claros.

 


 

MESTIZA: UMA PROPOSTA DE DESCOLONIZAÇÃO

 

Luana Balieiro Cosme

Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes

 

  1. Introdução

Chicanidade, pretanidade, não-branquinidade. As três palavras aparecem com o traço vermelho do corretor ortográfico, não existem no dicionário, tentaram me avisar. As palavras aparentemente desconexas são um propósito para falar sobre alguns estudos não muito recentes que se propõem a descolonizar do pensamento. Este não é um conceito em sua concepção, mas é uma prática constante, quase diária.

A ideia não é inventar novos nomes para velhas discussões, como talvez as palavras não-palavras poderiam sugerir. Percebe-se o termo Latinidade, carregado de sentido, do dicionário e conceitual. Seria a inversão de latinidade a palavra chicanidade? Onde se inverte os sujeitos falantes?  A resposta é não/não.

A descolonização não (des)constrói nada, por isso, a aversão imediata. Não se propõe a desconstruir latinidade para construir chicanidade. Esta última se configura uma forma de desestabilizar o texto. Tentar trazer ao leitor um sentimento de perda do norte. As pequenas “não-compreensões” é que vão fazer o método, a escrita ou o modo de viver, compreensíveis.

Uma das autoras que se propõe a pensar a própria escrita dentro do âmbito tido como “culto”, é Gloria Anzaldúa. Em um texto, que sua versão primeira é datada de 1980, ela se dispõe a escrever uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. Recorto um trecho: “ainda não me desaprendi as tolices esotéricas e pseudointectualizadas que a lavagem cerebral da escola forçou em minha escrita” (ANZALDÚA, 2000, p. 229).

O movimento sobre si de Anzaldúa para realizar a escrita é uma forma de resistir a uma produção ocidental do conhecimento que opera sobre os sujeitos que utilizam a linguagem para se comunicar. Uma força positiva (incisiva) tenta imperar sobre a escrita acadêmica. A indiana Gayatri Spivak (2010, p. 47) diz que essa situação entre outras é “uma violência epistêmica”, vasta e heterogênea “de se constituir o sujeito colonial como Outro”. Esse projeto, a produção intelectual ocidental, “é também a obliteração assimétrica do rastro desse Outro em sua precária Sub-jetividade”.

Quando somos interpelados pelo que nos é estranho, quando somos interpelados por aquilo que não estamos acostumados ou por aquilo que rejeitamos, provavelmente uma vontade de revolver essa situação surge, com agressividade, com silenciamento, com relativismo, com incorporação forçada, etc. Mas, o Outro[1], o estranho, o diferente não é um problema, então não precisa ser resolvido. Nesse momento, quando nos percebemos nessa situação, somos tomados por um sentimento de desorientação e até mesmo vazio, perda de sentido já que não conseguimos lidar.

Quando você se sente como o Outro, numa tentativa desesperadora de empregar a alteridade não se consegue praticar a descolonização, mas quando você é Outro, a percepção sobre descolonização faz sentido. Perceba a citação de uma fala de Audre Lorde:

I am defined as other in every group I’m part of. The outsider, both strength and weakness. Yet without community there is certainly no liberation, no future, only the most vulnerable and temporary armistice between me and my oppression. [Sou definida como outro em cada grupo que participo. A que está fora (the outsider), entre força e fraqueza. No entanto, sem comunidade não há possibilidade de libertação de um futuro, apenas um vulnerável e temporário armistício entre eu e minha opressão] (LORDE, 2006, p. 2). [2]

 

Assim, Audre Lorde nos deixa claro o lugar que ocupamos, enquanto pretas e/ou mestiza – “subalternos” para Gayatri Spivak (2010) – na sociedade, não somos os sujeitos que buscam empregar a alteridade, porque nós somos o Outro a que esse termo se refere. Mesmo que Lorde seja norte-americana por nascimento, isso não implica que sua vida não foi marcada por certas invisibilidades. Conforme M. Jacqui Alexander e Chandra Mohanty, explicam que o racismo é um fenômeno acionado em qualquer ambiente da sociedade. E isso inclui os “estudos de mulheres” acadêmicos e os movimentos sociais, segundo as autoras:

However, the specificities of our national and cultural genealogies-being Black and Brown women-and our statuses as immigrants were constantly being used to position us as foreign, thus muting the legitimacy of our claims to the experiences of different racisms. [No entanto, as especificidades das nossas genealogias cultural e nacional – ser mulheres pretas e marrons – e nossos status de imigrantes foram constantemente utilizados para posicionar enquanto estrangeiros, silenciando, assim, a legitimidade de nossas reivindicações para as experiências de diferentes racismos] (MOHANTY; ALEXANDER, 1997, p. xiv).

 

 

As autoras complementam que “through a politics of decolonization, we have learned that racial solidarity is necessary, even if that means grappling with the differences between oppositional and relational consciousness”. [através de uma política de descolonização, nós aprendemos que a solidariedade racial é necessária, mesmo que isso signifique enfrentar com as novas diferenças no que refere à consciência opositiva e relacional]. As experiências decorridas do ato de ocupar vários lugares onde o racismo é frequente nos Estados Unidos convenceram as autoras de que devemos entender o local, bem como as manifestações globais de poder e os investimentos discursivos que viabilizam o racismo.

Retornando à fala de Audre Lorde, ela persiste na ideia da situação ser “black woman” [mulher preta] é ser invisível, e se adicionarmos feminista, chicana, lésbica etc são construídas outras possibilidades de invisibilidade. Sobre a tensa percepção sobre identidade é interessante percebemos uma nuance: se você deixar o mundo definir você, porque ele irá, será em desvantagem. Lembrando que para o mundo você é o outro, Lorde diz:

As a Black woman, I have to deal with identity or I don’t exist at all. I can’t depend on the world to name me kindly, because it never will. If the world defines you, it will define you to your disadvantage. So either I’m going to be defined by myself or not at all. [Como uma mulher preta, eu tenho que lidar com a identidade ou eu não existo de qualquer forma. Eu não posso depender do mundo para citar-me gentilmente, porque isto nunca acontecerá. Se o mundo define você, ele irá defini-lo em desvantagem para você. Então, ou eu vou ser definida por mim ou de modo nenhum] (LORDE, 1991, p. 19).

 

A produção acerca da identidade e sua pluralização, ou projeto de não identificação é uma armadilha se o mundo onde você habita ainda evoca os discursos naturalizadores das identidades. Cuidado.

Em seu leito de morte, ela tenta nos avisar “your silence will not protect you” [o seu silêncio não protegerá você] (LORDE, 2006, p. 13). Eu recebo a dica com carinho e é isto que falo aqui, meu silêncio não é uma escolha mais. É preciso falar.

Se nossas produções do conhecimento são propostas a partir de referenciais universalistas, brancos, ocidentais, etc não é possível tal prática (descolonizadora). Uma voz me diz bem forte: Não precisamos da alteridade dos brancos, somos o outro. E agora?

Perceba as citações retiradas de um texto de Gloria Anzaldúa, “as línguas selvagens não podem ser domadas, elas podem apenas ser decepadas” (ANZALDÚA, 2009, p. 306). Ela cita três frases ditas, respectivamente, pela mãe, pela professora e pelo imaginário mexicano: “I want you to speak English” [Eu quero que você fale Inglês]; “speak ‘American’” [diga: americana]; “El Anglo con cara de inocente nos arranco la lengua” (ANZALDÚA, 1987, p. 75-76; ANZALDÚA, 2009, p. 305-306) [O inglês com cara de inocente nos arrancou a língua]. É nessa visão do trágico-agressivo e não do atenuante que se descoloniza, primeiramente a si mesmo. Desestabiliza e desconforta quando se mescla as línguas, “lenguas”, “tongues”; os gêneros textuais; as variações de textos etc.

Isto é uma poesia?

 

Eu vi o vídeo.

O vídeo foi visto.

Por quantos brasileiros?

(Poesia inédita, de minha autoria)

  1. Metodologia

Como explicar o/um método mestiza? Primeiramente ele não se propõe a ser explicado. Gloria Anzaldúa e outras chicanas escrevem e misturam poesia, prosa, teoria, autobiografia e narrativas experimentais. A partir disso, conseguimos tentar forjar um método.

É complexo tentar propor uma transliteração de enunciados sobre uma imagem de estar em duas, três, quatro… fronteiras/margens/bordas ao mesmo tempo ou trilhar uma outra rota, diferente e não adversa. Mestiza vive entre culturas com pertencimentos culturais, identitários e geográficos (ou não), múltiplos, e uma “inquietude psíquica”.

A chicana Gloria Anzaldúa defende uma posição plural em detrimento a contraposição, um agir que não seja apenas reagir, um reflexo automático a uma ação. Nesse sentido, quem fala tem um corpo. Este é um incômodo, principalmente se alguém precisa identificá-lo, marcá-lo, pontuá-lo, pois imediatamente o transforma em “outro”.

O trânsito, a translocalidade, o movimento múltiplo agride as teorias, metodologias e epistemologias vigentes e seu deslocamento é uma incômoda mobilidade.

Você viu o vídeo?

Que vídeo?

O “Nasça branca da próxima vez”.

Não vi.

 

  1. (um pequeno) Desenvolvimento

O golpe é maior que tudo isso.

“Nasça branca da próxima vez”.

Ninguém se importa,

com nascimento de ninguém

FIGURA 1 – Um quadrinho de Virus Tropical.

Fonte: POWER, Paola. Virus Tropical. Espanha: Random House, 2013.

 

“How to Tame a Wild Tongue” (Como domar uma língua selvagem)[3] é o quinto capítulo do livro “Borderlands/La Frontera” (1987), ao olhar o significado no dicionário Oxford para o termo “to tame”, vemos:

Pronúncia: /teɪm/

VERBO

(WITH OBJECT)

  1. Domesticate (an animal).

1.1Make less powerful and easier to control.

Old English tam (adjective), temmian (verb), of Germanic origin; related to Dutch tam and German zahm, from an Indo-European root shared by Latin domare and Greek daman ‘tame, subdue’ (OXFORD, 2015).

[(COM OBJETO)

  1. Domesticar (um animal ) .
  2. Constituir menos poderoso e mais fácil de controlar].

[Inglês arcaico tam (adjetivo), temmian (verbo) , de origem germânica; relacionadas com tam holandês e zahm alemão, de uma raiz indo-europeia partilhada pelo latim domare e grego daman ‘cativar , subjugar’]

 

Ao ler a proposta de significação do dicionário Oxford, “To tame” se tornou um termo muito complexo para traduzir, pois seus possíveis significados são complexos. Nas constantes traduções à “la brasileira”  se tem como princípio, e não sei de onde isso vem, atenuar as palavras. A tradução do título do capítulo ficou “Como domar uma língua selvagem”. “Domar” é um termo muito simples para “to tame” que em sua origem latina e grega, remete também a “subdue”, subjulgar.

Apanhar de chicote, em português (brasileiro), equivale a lhe darem uma surra com pluma. Tenho essa sensação quando leio a tradução, apesar de que esta tradução em termos gerais é excelente. E, aqui, eu tenho um problema. Sou a favor da democracia de leitura, mas critico as traduções. Mas não é porque critico a atenuação das palavras que serei contra a popularização de traduções de textos. Eu quero é que possamos ler, em “línguas plurais”.

Um termo se tornou de uso comum entre alguns grupos feministas dos Estados: “speaking in tongues” [falar em línguas]. Sempre que digo isso a alguma pessoa, ela ri. Parece muito engraçado, deve ser. Resguardarei em não traduzir culturalmente o termo agora, não sei se consegui entendê-lo direito, mas daquilo que compreendi, de algum modo tentei aplicar.

“Speaking in Tongues” aparece em vários escritos de feministas de fronteira e um deles é “Speaking in Tongues: A Letter to 3rd World Women Writers” [Falando em línguas: uma carta às mulheres escritoras do terceiro mundo], capítulo de Gloria, publicado à margem, em 1980 – republicado em 1983 – e nele tem uma poesia de Cherríe Moraga, conforme tabela 1:

 

TABELA 1: Poesia de Cherríe Moraga com tradução simultânea.

 

I lack imagination you say Falta-me imaginação, você diz
No. I lack language. Não. Falta-me linguagem.
The language to clarify Linguagem para clarear
my resistance to the literate. minha resistência para com o letrado.
Words are a war to me. Palavras são uma guerra para mim.
They threaten my family. Eles ameaçaram minha família.
To gain the word Para ganhar a palavra
to describe the loss para descrever a perda
I risk losing everything. Corro risco de perder tudo.
I may create a monster Eu poderia criar um monstro
the word’s length and body comprimento das palavras e do corpo
swelling up colorful and thrilling super colorido e vibrante
looming over my mother, characterized. pairando sobre minha mãe, a caráter.
Her voice in the distance Sua voz na distância
unintelligible illiterate. ininteligível aos iletrados.
These are the monster’s words. Estas são as palavras do monstro.

Fonte: ANZALDÚA, Gloria, 1980, p. 166.

 

A poesia de Moraga surge abruptamente dentro do texto de Gloria Anzaldúa (1980, p. 166), como trechos de uma poesia qualquer que também interrompe esse texto. É uma forma não estática de leitura, que desloca o leitor a lidar com variações dentro da escrita/leitura. Mas as intervenções se interligam em um mesmo sentido. Aqui também se tenta fazer essa ligação entre o artigo para uma revista acadêmica, cartuns e trechos de poesias. Para Gloria, o leitor que tentar juntar os fragmentos desse tipo de texto, faz um trabalho análogo àquele que as feministas fazem para decifrar e confrontar a sociedade patriarcal.

 

  1. Considerações Finais

Não sei.

Eu vi o vídeo

e não vou esquecer,

mas branca nunca quero/irei nascer.

FIGURA 2 – Sin titulo [Sem título].

Fonte: Yetta (Jessica Sangoy). Cómics. 2016.

 

Muitos leitores desse artigo irão se perguntar: “Mas a autora não desenvolveu os termos do título direito. Não se prestou a explicá-los”. Um leitor da história ficará repetindo “isso não é história, isso não é história, isso não é história” como se fosse um belo espécime de papagaio (Amazona aestiva) ou quiriri (Brotogeris chiriri). Estas são aves tão singelas e que gosto muito.

Quando me percebo historiadora em uma sociedade, local, nacional ou global, como muitos se prestam a ser, não me agrada, é esta a palavra, o ofício. Talvez, no limite, penso que sou uma historiadora fracassada, como repito para mim mesma em momentos de crise. Quando sou historiadora ocupo “uma identidade” de quem apenas assiste a vida (passado-presente) confortavelmente em uma posição urbana-capitalista que se propõe a escrever e prepotentemente analisar sobre o objeto/o outro. Escrever é, sem sombra de dúvida, uma forma de resistência. Na escritura desse texto não sou historiadora e ao chegar a essa conclusão, e não subjetivação, penso: é uma resistência. É isso, é essa a sensação. O afeto que deixo termina aqui.

 

  1. Referências

To Tame. In: Oxford English Dictionary. Oxford: Oxford University Press, 2015. Disponível em:

http://www.oxforddictionaries.com/pt/defini%C3%A7%C3%A3o/ingl%C3%AAs/tame?q=to+tame&searchDictCode=all. Acessado em 08 de setembro de 2016.

ANZALDÚA, Gloria. Como domar uma língua selvagem. Tradução de Joana Plaza Pinto, Karla Cristina dos Santos e Viviane Veras (revisão), Cadernos de Letras da UFF,  Dossiê: Difusão da língua portuguesa, nº 39, 2009: p. 297-309.

ANZALDÚA, Gloria. How To Tame A Wild Tongue. In: Borderlands/La Frontera. San Francisco: Aunt Lute Books, 1987.

ANZALDÚA, Gloria. Speaking In Tongues: A Letter To 3rd World Women Writers. In: ANZALDÚA, Gloria e MORAGA, Cherríe. This Bridge Called My Back: Writings By Radical Women Of Color. 1980.

Disponível em:

https://hamtramckfreeschool.files.wordpress.com/2014/05/anzalducc81a-gloria-this-bridge-called-my-back-dragged.pdf. Acesso em 8 de setembro de 2016.

ANZALDÚA, Gloria. Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo, Estudos Feministas, Florianópolis, v. 8, n. 1, jan. 2000. ISSN 0104-026X. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/9880>. Acesso em 15 set. 2016.

LORDE, Audre. Audre Lorde: Interview. Entrevista por Karla Hammond, Denver Quarterly 16.1. 1981: p. 10-27.

LORDE, Audre. The Cancer Journals: Special Edition. San Francisco: Aunt Lute Books, 2006.

MOHANTY, Chandra Talpade; ALEXANDER, M. Jacqui (Eds.). Introduction: Genealogies, Legacies, Movements. In: Feminist Genealogies, Colonial Legacies, Democratic Futures. New York: Routledge, 1997.

PAOLA, Power. Vírus tropical. Madrid: Random House, 2013. (Selo Reservoir Books).

SPIVAK, Gayatri C. Pode o subalterno falar? Tradução de Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa e André Pereira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

YETTA (Jessica Sangoy). Cómics. 2016.

Disponível em: http://jessicasangoy.com/post/149004303482. Acesso 8 set. 2016.

 

 

NOTAS AO TEXTO

 

[1] Outro será utilizado em inicial maiúscula respeitando a conceitualização de Gayatri Spivak (2010).

[2] Em todo o texto, sempre que houver citação em língua estrangeira, será acrescida uma tradução livre em português, delimitada por colchetes, o que constitui uma forma de escrita dentro da metodologia mestiza.

[3] A tradução desse título do capítulo foi realizada por Joana Plaza Pinto, Karla Cristina dos Santos e Viviane Veras (revisão) (2009) e publicada nos Cadernos de Letras da Universidade Federal Fluminense (UFF).



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