Revista LitCult – Vol.8- 2º Sem. - 2015



DO CHÃO À POESIA: UMA GEOPOÉTICA SUL-MATO-GROSSENSE





 

Angela Cristina Dias Rego Catonio

Universidade Católica Dom Bosco – MS

 

 

Resumo: Este artigo faz um estudo inicial sobre a apresentação da paisagem natural e cultural de Mato Grosso do Sul em sua produção poético-literária, estabelecendo relações e diferenças entre o espaço geográfico e o modo como estes se inserem no contexto da geopoética, à luz da fenomenologia bachelardiana. Busca-se ainda evidenciar a elaboração imagética do ambiente geográfico e fronteiriço, natural e cultural, na produção poética sul-mato-grossense, mediante a realização de análises fenomenológicas de poemas construídos por poetas do Estado, com enfoque na perspectiva geopoética. Almeja-se também realizar a análise da produção poética do MS em seu aspecto transfronteiriço, no tanto em que se ressalta a vinculação entre a poesia e o espaço, isto é, no seu viés geopoético, revelado na linguagem dos poetas, na fotografia que seus versos fazem dos diferentes tipos de paisagens, naturais e culturais, da região.

 

Palavras-Chave: Geopoética. Poesia sul-mato-grossense. Fenomenologia. Cultura.

 

Minicurrículo: Angela Cristina Dias do Rego Catonio é graduada em Letras, mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e doutoranda pela UNESP/Assis em Literatura e Vida Social. É professora nos cursos de Letras, Licenciatura Geral e de pós-graduação da Universidade Católica Dom Bosco e coordenadora no Programa de Educação e Diversidade da UCDB. Atua também, nessa Universidade, como coordenadora da UCDB Idiomas. Atualmente, tem desenvolvido estudos e pesquisas em literatura, comunicação e linguagem.

 


 

DO CHÃO À POESIA:

UMA GEOPOÉTICA SUL-MATO-GROSSENSE

 

ANGELA CRISTINA DIAS DO REGO CATONIO

Universidade Católica Dom Bosco – MS

 

INTRODUÇÃO

O Estado de Mato Grosso do Sul é conhecido pela peculiaridade de seu espaço geográfico e exuberância da fauna e flora. O Pantanal, um dos mais importantes sistemas ecológicos do mundo, ocupa uma imensa planície que, em sua maior porção, estende-se pelos Estados brasileiros de Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, espraiando-se pelos vizinhos países da Bolívia e Paraguai, até a Argentina.

Considerado a maior reserva ecológica do planeta, na qual convivem milhares de espécies da fauna em meio a uma flora exuberante, sua importância internacional foi consagrada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura – UNESCO, que declarou Patrimônio da Humanidade o Complexo de Conservação do Pantanal, agrupamento de quatro áreas protegidas com uma área total de 187.818 hectares.

Na construção poética da região são frequentes alusões sobre a terra e a natureza vibrante, em uma tentativa de figurar o Pantanal como um espaço privilegiado. As paisagens naturais e manifestações culturais são fonte de inspiração para os poetas que as moldam em palavras e as transformam em imagens poéticas, fruto de uma postura imaginativa-figurativa do ambiente advindas da imaginação e experiências pessoais de cada autor.

Investigar esta geopoética, inserção do espaço geográfico e caracterizações culturais derivadas da relação espaço-homem na poesia, é o foco deste estudo e, mais além, de que maneira o conceito de ambiente adentra o espaço literário da poesia sul-mato-grossense.

 

IMAGENS POÉTICAS

A linguagem poética transcende a esfera real e concreta da vida cotidiana em que cada indivíduo se insere. A inter-relação dos elementos linguísticos, sociais e do ambiente contidos na poesia favorecem seu entendimento e significado, em que o conhecimento transcende as barreiras do geral para o que é mais particular e subjetivo. Por isso, o fenômeno da imagem poética emerge da consciência mais profunda do ser na sua atualidade, ou seja, a “fenomenologia da imaginação” (BACHELARD, 1978, p. 184).

É assim que os interlocutores promovem as mais diversas possibilidades expressivas, cujos significados são os mais variados possíveis, envolvendo os diversos aspectos que envolvem a cognição, fato que determina como cada um constrói o sentido com base em seus conhecimentos e experiências, que por sua vez derivam do ambiente em que se insere:

A imagem, em sua simplicidade, não precisa de um saber. Ela é a dádiva de uma consciência ingênua. Em sua expressão, é uma linguagem jovem. O poeta, na novidade de suas imagens, é sempre origem de linguagem. Para especificarmos bem o que possa ser uma fenomenologia da imagem, para frisarmos que a imagem existe antes do pensamento, seria necessário dizer que a poesia é antes de ser uma fenomenologia do espírito, uma fenomenologia da alma (BACHELARD, 1978, p. 185).

 

 

Desse modo, a proposta apresentada por Bachelard (1978) é a de que o fazer poético e a imagem poética se relacionam às questões ontológicas muito mais do que a um ato racional.

A observação dos vínculos que se estabelecem entre poesia e geografia, entre a linguagem poética e a figuração espacial, faz com que os olhares sobre obras literárias, sejam elas romances, contos ou poemas, estejam passando por modificações no sentido de apreensão da paisagem nos estudos mais recentes, conforme esclarecem Gustavo Menegusso e Nelci Müller (2011, p. 109), acrescentando que:

 

A inserção da geografia no meio literário acarreta transformações, principalmente, no domínio da estética e da identidade cultural. Nos últimos anos, têm se acentuado os estudos sobre a importância do espaço na narrativa, e um objeto geográfico vem conquistando a atenção de pesquisadores de diferentes áreas: a paisagem.

 

A partir dessa vinculação, tem-se elaborado o conceito de geopoética, que, nas palavras de Ronaldes de Melo e Souza (2009, p. 1), autor da tese que gerou o livro A geopoética de Euclides da Cunha, a geopoética é “a poética da terra”.

A seu turno, o método fenomenológico da imagem investiga a imagem a partir da consciência individual e seu processo de figuração subjetiva e transubjetiva, uma vez que não se pode ter uma noção imagética pelo simples ato de descrição objetivo: “a imagem poética é essencialmente variacional.” Nesse sentido, vale destacar que a relação entre o pensamento e a palavra deve ser um processo dinâmico, a conexão entre esses dois elementos não foi previamente formado no indivíduo ao nascer, mas, sim, na sua vivência de vida e no decurso de suas experiências:

 

Eu sou dois seres.

O primeiro é fruto do amor de João e Alice.

O segundo é letral:

E fruto de uma natureza que pensa por imagens,

Como diria Paul Valéry.

O primeiro está aqui de unha, roupa, chapéu

e vaidades.

O segundo está aqui em letras, sílabas, vaidades

Frases.

E aceitamos que você empregue o seu amor em nós.

 

(Manuel de BARROS, 2004, p. 45)

 

Falar em significado dos fenômenos remete necessariamente a Edmund Husserl, filósofo que formulou o método da fenomenologia, considerada uma ciência de essências, a qual busca investigar como as experiências se formam no indivíduo e como se manifestam e repercutem no campo da consciência. Com essa noção, Husserl abre as portas para a concepção de que é possível apreender o abstrato do concreto, reconhecer o caráter intencional e privilegiado da consciência na formação das próprias experiências. Embora os estudos fenomenológicos tenham a preocupação de mostrar os fenômenos, não fazem uma análise explicativa deles, uma vez que

 

(…) a significação intencionada não se prende às palavras pronunciadas, não faz parte das significações ligadas por elas de uma maneira rígida e geral. Ora, como não podemos abrir mão do fato de que o sentido do enunciado unitário reside no ato global do visar que eventualmente o fundamenta – quer ele se estampe plenamente em palavras, em virtude de suas significações gerais quer isso não aconteça – teremos que admitir, ao que parece, que a percepção, trazendo para a intuição um estado de coisas que o enunciado exprime em forma de juízo, presta sua contribuição para o teor de significação desse juízo. (HUSSERL, 1975, p. 26)

 

Para Husserl, a concepção de intencionalidade estabelece a relação entreo que é subjetivo e objetivo, pois o sentido e a significação, impulsionados pela consciência, conferem ao objeto a razão de sua existência.  Com isso, podemos afirmar que a linguagem poética está liberta dos liames da imposição convencional e restrita da concretização de signos. Ela se faz no tecido das relações humanas, intimamente ligada ao contexto cultural e temporal de uma sociedade, constituindo um momento de apreensão do exterior, captado pela consciência, incapaz de alcançar intelectualmente a plenitude de sua essência.

Em seu livro Investigações filosóficas, Ludwig Wittgenstein (2012) usa a expressão “esboço de paisagem” para explicar o que se tornou a “teoria da significação”. Conforme a acepção desse filósofo, as formas de percepção visual podem ser também consideradas como jogos de linguagens. Assim como as palavras não são capazes de apreender a integralidade dos objetos a que se referem, nós também não vemos as coisas como são; apenas observamos determinados aspectos que variam conforme a nossa própria perspectiva. A conexão entre os vocábulos (nomes) e seus significados (referentes) determina a associação mental entre palavra e objeto e enseja as práticas em que o emissor enuncia as palavras e o receptor reage de acordo com elas, cada qual segundo a compreensão que desenvolveu a seu respeito.

Quando Bachelard propõe sua fenomenologia da imaginação e Wittgenstein adota a expressão “esboço de paisagem”, têm por base o desenvolvimento do indivíduo como resultado de um processo sócio-histórico, enfatizando o papel da linguagem e da aprendizagem nesse desenvolvimento. O leitor produz os sentidos conforme os valores e conhecimentos adquiridos dentro de um contexto sócio-histórico-cultural. Assim se observa nos versos extraídos do poema “Autorretrato falado” (BARROS, 2010, p. 324), em que o poeta sul-mato-grossense se apresenta descrevendo o ambiente em que cresceu como herança de suas preferências pessoais:

 

Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão,

aves, pessoas humildes, árvores e rios.

Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar

entre pedras e lagartos.

 

 

Na referência a uma produção de sentidos numa travessia fenomenológica, pode-se afirmar com Gratão que:

 

(…) esse vínculo afetivo ou relacionamento primordial Homem e Terra como base de existência; relação seminal. Geopoética, porque é uma geografia do interior; que brota de dentro do ser; o lado humano de criação, de arte, do sentimento além do pensamento; das demarcações da liberdade; do ser; inserção do homem no mundo. Uma geografia concebida pelos caminhos fenomenológicos. Uma geografia que alia o rigor da ciência à observação pessoal e poética (GRATÃO, 2006, p. 179).

 

São as experiências individuais que determinam as diferentes formas de leitura e de sentidos compreendidos no texto, uma vez que os fatores que envolvem o entendimento de um texto dependem do conhecimento linguístico, dos esquemas cognitivos, da bagagem cultural e circunstâncias em que o texto foi produzido e lido: são os contextos de produção e de uso. A capacidade de construir o sentido do texto se faz pela observância de vários aspectos que determinam a compreensão da leitura. O primeiro deles é o conhecimento da língua; o segundo, a situação mediata, fatores adjacentes às condições sócio-político-culturais e, por último, o contexto cognitivo dos interlocutores, os conhecimentos adquiridos pelo indivíduo e que precisam ser ativados no momento da leitura. Conforme Bakhtin (2002, p. 16) explica, a palavra é indissociável do social, de forma que a enunciação, compreendida como uma réplica do diálogo social, constitui um discurso interior (diálogo consigo mesmo) ou exterior. Ela é de natureza social, portanto ideológica. Não existe fora de um contexto social, já que cada locutor tem um “horizonte social”. O signo e a situação social estão indissoluvelmente ligados.

Seguindo também por outro viés, mas não conflitante com as ideias já apresentadas, o conceito de espaço geográfico pode estar carregado de significados, uma vez que estão inseridas aí as relações entre o homem, sociedade e ambiente natural. “Considerada em si mesma, a paisagem é apenas uma abstração, apesar de sua concretude como coisa material. Sua realidade é histórica e lhe advém de sua associação com o espaço social” (SANTOS, 1999, p. 87). Daí entender-se que a percepção de espaço está associada à experiência que os homens têm da sua terra, forma pela qual eles a modelam e constroem sua identidade social.

A caracterização do Pantanal e sua beleza no poema “Pantanais”, da poetisa Raquel Naveira, traz à tona o sentimento de pertença a terra, destacando a sensação, ou seja, a imagem intuitiva e emocional com a realidade do ambiente pantaneiro,

 

Quem poderá esquecer esses carandazais,

Que abanam com seus leques o rio Paraguai?

Quem poderá esquecer esses canais

Que se abrem entre camalotes e lodaçais?

[…]

Quem, estando longe ou perto,

Poderá esquecer o que não se esquece jamais?

(NAVEIRA, 2001, p. 90)

 

A ambiência geográfica da poesia inúmeras vezes se espraia na produção de Raquel Naveira (1993) com conotações históricas que traduzem a violência sofrida na construção das fronteiras em muitos versos dos poetas regionais:

 

LEÃO BRITÂNICO

 

“O leão ruge,

Impera,

Domina,

Quer o mundo a seus pés,

Usa as garras,

A força,

A violência…”

 

 

 

 

 

GUERRA ENTRE IRMÃOS

 

Os homens do Paraguai estão mortos,

Restaram meninos e velhos,

Onde a virilidade?

A força?

Os homens do Paraguai estão mortos

As casas vazias e tristes

(Como são tristes e vazias as casas sem pai, sem marido!)

Como povoar esta terra,

Reconstruir a Pátria,

Enorme útero úmido?”

 

É nesse contexto da interação (mar de possibilidades) entre a literatura e a geografia que a geopoética se insere como forma de representação de um povo, cultura ou região. A investigação do apelo imagético e da representação da paisagem da pantaneira pelo viés literário envolve a exploração criativa das potencialidades da linguagem poética dos autores da região.

Sendo assim, este trabalho se justifica pela relevância de estudos que investiguem a manifestação da literatura sul-mato-grossense sob o prisma da caracterização do espaço como fonte de inspiração e identificação de um povo mestiço e, que além de receber influências da grande imigração dos mais variados estados brasileiros, assimilou também aspectos das culturas de seus países vizinhos, Paraguai e Bolívia. Portanto, pesquisar a relação entre literatura e geografia significa desvendar os liames de tão complexo cenário do espaço literário do Mato Grosso do Sul.

Podemos observar essas imbricações culturais no poeta Douglas Diegues que em sua produção literária mistura o português, espanhol e o guarani em uma linguagem denominada por ele mesmo de “portunhol selvagem” que“…brota de las selvas de loskuer postriple fronteros, se inventa por si mismo, acontece ou non…” (DIEGUES, 2002, p. 9) e se plasma em poemas candentes:

 

burguesa patusca light ciudade morena

el fuego de la palavra vá a incendiar tua frieza

ninguém consigue comprar a sabedoria alegria belleza

vas a aprender agora com cuanto esperma se hace um buen poema

 

esnobe perua arrogante ciudade morena

tu inteligência burra – oficial – acadêmica – pedante

y tu hipocondríaca hipocrisia brochante

son como um porre de whiski com cibalena

 

postizasonriza Barbie bo-ro-co-chôciudade morena

por que mezquina tanto tanta micharia?

macumba pra turista – arte fotogênica

 

 

yalo ensinaram Oswald – depois Manoel – mas você no aprendeu – son como [desinteria

falsa virgem loca ciudade morena

vas a aprender ahora com quanto esperma se faz um bom poema.

 

O soneto faz alusão à capital Campo Grande, conhecida carinhosamente por seus habitantes – devido à sua terra vermelha – por “Cidade Morena”, porém apresentada neste poema em tom ácido e irônico. O sujeito poético apresenta Campo Grande como uma cidade fútil e leviana “esnobe perua arrogante”, de “inteligência burra” e “pedante”, relacionando a verve do eu-lírico com o “El fuego de la palavra” como solução à frieza “brochante” da cidade.

Assim como defende Antonio Candido (2006, p. 39), que “o eixo do trabalho interpretativo é descobrir a coerência das produções literárias, seja a interna, das obras, seja a externa, de uma fase, corrente ou grupo”, levando-se em conta que para o autor a “coerência” está ligada a fatores como meio, vida, ideias, imagens, etc., formando uma diretriz que explicaria a obra como fórmula, resultado da produção do autor.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Mato Grosso do Sul – assim como Tocantins – é fruto da divisão do Estado de Mato Grosso, por isso ainda está em fase de construção de sua identidade, o que o faz carecer de uma imagem que o caracterize de forma plena e distintiva perante os outros Estados no cenário nacional.  E é por isso que ao investigar as possibilidades de hibridismos na poesia sul-mato-grossense, em seus processos complexos e multifacetados, tem-se um amplo painel dos traços da poesia pantaneira e, por extensão, da sua cultura.

Na produção poética da região, percebe-se o flagrante cruzamento da perspectiva geográfica do Estado evidenciada em uma fenomenologia de representação imagética do ambiente, de forma a manifestar seu aspecto transfronteiriço e o destaque à vinculação entre a poesia e o espaço, isto é, no seu viés geopoético, revelado na linguagem dos poetas, na fotografia que seus versos fazem dos diferentes tipos de paisagens, naturais e culturais, da região.

Sendo assim, estas linhas não encerram os estudos da geopoética do MS, bem pelo contrário, abre um horizonte imenso para os estudos literários sob o prisma da caracterização cultural como fonte de inspiração e identificação de um povo mestiço que recebeu influências de inúmeros povos e culturas por meio das internalizações migratórias de contingentes de outros países e de outras regiões brasileiras. Entender como a poesia do Estado se arquiteta figura-se de relevante importância para entender um povo e perceber como se arranja a tessitura da produção poética sul-mato-grossense.

 

REFERÊNCIAS

BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1978.

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Hucitec, 2002.

BARROS, Manoel dePoemas rupestres. Rio de Janeiro: São Paulo: Record, 2004.

BARROS, Manoel de. In: Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.

CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: Momentos decisivos. 8ª ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 2006.

DIEGUES, Douglas. Dá gusto andar desnudo por estas selvas – sonetos salvajes.  Curitiba: Travessa dos Editores, 2002.

GRATÃO, Lúcia Helena Batista. Da projeção onírica bachelardiana, os vislumbres da

geopoética. In: OLIVEIRA, Lívia et al.  Geografia, percepção e cognição do meio

ambiente. Londrina, Humanidades, 2006.

HUSSERL, Edmund. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1975.

MENEGUSSO, Gustavo; e MÜLLER, Nelci. A geopoética na literatura gaúcha: uma leitura da paisagem nos romances Ana Terra e Ana Sem Terra. In R. Língua & Literatura. Frederico Westphalen v. 13 n. 20 p. 109-123 Ago. 2011.

NAVEIRA, Raquel. Guerra entre irmãos. Campo Grande: Edição independente, 1993.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 3ª ed. São Paulo: Hucitec, 1999.

SOUZA, Ronaldes de Melo. A geopoética de Euclides da Cunha. 2009. Disponível em: <http://www.casaeuclidiana.org.br/artigos-exibe.php?artId=20>. Acesso em: 19 jan. 2013.

WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. 7ª ed. São Paulo: Editora Universitária São Francisco, 2012.

 



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