Revista LitCult – Vol.10 - 1º trimestre – 2016



CARTA DE BABEL: UMAVIAGEM LITERÁRIA NO CAMPO DAS MIGRAÇÕES – Francisco Pereira Smith Junior, Jocélio Jorge Mácola Rente





CARTA DE BABEL: UMAVIAGEM LITERÁRIA
NO CAMPO DAS MIGRAÇÕES

Francisco Pereira Smith Junior
Universidade Federal do Pará

Jocélio Jorge Mácola Rente
Universidade Federal do Pará –
Programa de Pós-Graduação Linguagens e Saberes na Amazônia

Resumo : Neste artigo, objetivamos analisar o movimento migratório humano, por meio da obra literária Carta de Babel, de Luiz Galdino, na qual o autor aborda a experiência vivida por um imigrante, revelando a difícil situação de milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, que são obrigadas a mudar-se do seu local de origem em busca de melhores condições de vida, deixando para trás sua família, sua comunidade e suas características culturais.
Palavras chave: Migração, Literatura, Identidade.
Abstract: In this article we want to discuss the human migration through the literary work The Babel Letter, by Luiz Galdino. In the latter, the author presents the living experience of an immigrant, and reveals the plight of thousands of people around the world who are forced to move out of their place of origin in search of better living conditions, leaving behind their family, their community and their cultural characteristics.
Keywords: Migration, Literature, Identity.
Minicurrículos: Francisco Pereira Smith Júnior é professor Adjunto II da Universidade Federal do Pará, atuando no programa de pós-graduação em Linguagens e Saberes na Amazônia (PPGLSA).
Jocélio Jorge Mácola Rente é mestrando do Programa de pós-graduação Linguagens e Saberes na Amazônia, especialista em educação ambiental escolar pela Universidade do Estado do Pará – UEPA; é especialista em educação para as relações étnico-raciais pelo instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – IFPA – e especialista em Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia, desta universidade.

CARTA DE BABEL: UMAVIAGEM LITERÁRIA
NO CAMPO DAS MIGRAÇÕES

Francisco Pereira Smith Junior
Universidade Federal do Pará

Jocélio Jorge Mácola Rente
Universidade Federal do Pará –
Programa de Pós-Graduação Linguagens e Saberes na Amazônia

Introdução
O processo migratório faz parte da vida humana desde que o ser humano surgiu na terra e isso contribuiu para que diversas populações vivessem diferentes estágios de desenvolvimento. Foi a constante busca de novos espaços que em um primeiro momento garantiu sua sobrevivência e em um segundo, lhe proporcionou estabilidade e bem-estar, contribuindo para que o mesmo fosse paulatinamente alargando seus horizontes. Portanto, escrever sobre imigração é tratar de um tema complexo pois envolve um processo dinâmico das sociedades em se reinventar na presença do outro.

Não se pode escrever inocentemente sobre a imigração e sobre os imigrantes; não se pode escrever sem se perguntar o que significa escrever sobre esse objeto, ou, o que é o mesmo, sem interrogar-se acerca do estatuto social e científico desse mesmo objeto (SAYAD, 1998, p. 21).

Desde a primeira diáspora do continente africano para outras partes do mundo, por meio de diferentes rotas migratórias, que a adaptação humana vem ocorrendo de acordo com as condições de clima, relevo, alimentação entre outras. Desse modo, a história humana é marcada por intensa mobilidade populacional, como por exemplo: na fuga do povo hebreu do Egito para a “Terra Prometida”, do fluxo comercial no Mar Mediterrâneo, das expedições de Marco Polo, da expansão marítima pelo Oceano Atlântico, a chegada de Colombo ao “Novo Mundo” e o atual processo de globalização. Esses eventos levaram o ser humano a se aventurar na conquista de novos espaços. Foi essa inquietação que nos fez chegar a outros planetas. Por razões como essas torna-se tão difícil teorizar esse fenômeno visto que o mesmo deve ser observado em uma totalidade, mas também nas particularidades que levam a esses povos contar sua própria história.
Com o avanço do capitalismo, a partir da idade moderna, milhares de trabalhadores imigraram em busca de novas possibilidades de trabalho. Na contemporaneidade, o processo migratório é crescente, levando milhares de pessoas a saírem de seus países por questões políticas, religiosas, econômicas, conflitos bélicos, surtos epidemiológicos, fome, miséria, desemprego etc., obrigando pessoas a se lançarem por diferentes lugares em busca de melhores condições de vida, principalmente nos países mais ricos que recebem enormes contingentes de refugiados, que se sujeitam a viver em condições subumanas, causando uma crise humanitária em todo o mundo.
No Brasil, a situação do migrante não é diferente. Há tempos a população nordestina sai do interior do seu estado para as metrópoles urbanas fugindo da seca, pobreza e miséria. Na região norte, embora com menor intensidade, a população amazônica também se desloca entre os municípios e para a capital em busca de estabilidade.
Nesse sentido, percebemos que as pessoas só deixam seu lugar de origem por não encontrar nele os elementos essências a uma vida digna. Se elas tivessem opção, permaneceriam em suas comunidades ao invés de mudar-se de sua cidade, sem rumo, até desaparecer na poeira da estrada, inviabilizados no turbilhão das ruas dos grandes centros urbanos.
Na ficção, o fenômeno migratório está presente na literatura, na música, na pintura, no cinema. Como podemos observar no romance Os Sertões, de Euclides da Cunha, na música O Estrangeiro, de Caetano Veloso, na tela Os Retirantes de Candido Portinari e no filme Gaijin, caminhos da liberdade, de Tizuka Yamazaki.

Estudo das migrações: Abordagens teóricas
O fenômeno migratório, apesar de antigo, está presente em diferentes estudos, como na Arqueologia, Demografia, Sociologia entre outros. Segundo Braga (2011), A história da humanidade é marcada decisivamente pela mobilidade de indivíduos e coletividades no espaço e no tempo. De fato, as migrações são determinantes para o desenvolvimento de diversos eventos de natureza econômica, social e demográfica que definiram a ocupação e domesticação do espaço. De acordo com Sayad (1998), a imigração é, em primeiro lugar, um deslocamento de pessoas no espaço, e antes de mais nada no espaço físico.
Nesse sentido, para iniciar nossas reflexões acerca do que levam as pessoas a mudar de um lugar para outro é necessário nos apropriar de dois conceitos fundamentais: imigração e emigração. Desse modo:

(…) a imigração é o movimento de pessoas que entram em um país para fixar residência e a Emigração é o processo pelo qual pessoas deixam um país para residirem em outro, combinando-se para gerar os padrões de migração global que ligam os países de origem aos países de destino. GIDDENS (2005, p. 215).

Segundo esse autor, os padrões de migração mundiais podem ser vistos como um reflexo dos laços econômicos, políticos e culturais que estão em rápida mudança entre os países nos séculos XX e XXI. Assim, observamos que os fluxos migratórios pelo mundo, aumentam a cada década, ocasionando inúmeros problemas de ordem global. O autor estima que, na década 1990, a população migrante do mundo foi mais de 80 milhões de pessoas, 20 milhões das quais eram refugiadas. Esse número parece prestes a aumentar nos primeiros anos do século XXI, induzindo alguns estudiosos a rotularem essa época como a “era da migração” (CASTLES e MILLER, 1993, apud GIDDENS, 2005, p.215).
Com base nesses conceitos, Giddens (2015), identifica quatro modelos de migração que descrevem os principais deslocamentos globais. São eles: o modelo clássico, o modelo colonial, o modelo de trabalhadores-visitantes e os modelos ilegais. Este último é o mais característico de nossa década, criando novos fenômenos de deslocamentos globais que exigem estudos mais atualizados, a fim de propor sugestões de enfrentamento a esse novo modelo de Diáspora, muito mais intenso do que as primeiras rotas migratórias do início da história humana.
Desse modo, para entendermos melhor como ocorreu e ocorrem esses modelos de migração, nos apropriaremos do conceito de diáspora:

O termo diáspora refere-se à dispersão, em áreas estrangeiras, de uma população étnica que provém de uma terra natal, ocorrendo, na maioria das vezes, de uma maneira forçada ou sob circunstancias traumáticas. Geralmente, fazem-se referencias às diásporas Judaica e africana para descrever a forma como ocorreu a redistribuição dessas populações pelo globo. Embora os membros de uma diáspora sejam, por definição, espalhados geograficamente, eles se mantêm unidos por fatores como uma história em comum, uma memória coletiva da terra natal ou uma identidade étnica comum que é nutrida e preservada (GIDDENS, 2005, p. 216).

Esse conceito nos leva a pensar sobre este fenômeno, que de acordo com os estudos de Giddens (2005), tomando como base o conceito elaborado por Cohen (1997), no qual sustenta que as diásporas acontecem de diversas formas, embora os exemplos citados com maior frequência sejam aqueles que ocorrem involuntariamente como resultado de perseguição e violência.
Considerando essa discussão, Giddens (2005) apresenta cinco categorias diferentes de diásporas identificadas por Cohen, na obra Global Diasporas (1997), são elas: de vítimas, imperial, de mão de obra, de comercio e cultural. E ressalta que: Apesar de sua diversidade de formas, todas as diásporas possuem determinados aspectos-chave em comum e sugere que todas as diásporas possuem os seguintes critérios:

Um movimento forçado ou voluntario de uma terra natal para uma nova região ou novas regiões; uma memoria compartilhada sobre a terra natal, um compromisso em relação à sua preservação e a crença na possibilidade de um retorno final; uma forte identidade étnica que ultrapassa os limites do tempo e da distancia; um senso de solidariedade com os membros do mesmo grupo étnico que também moram nas áreas da diáspora; um grau de tensão em relação às sociedade-anfitriãs; o potencial de contribuições valiosas e criativas para sociedades-anfitriãs pluralistas (COHEN, 1997, apud GIDDENS, 2005, p. 219).

O autor em tela apresenta ainda novos padrões mundiais de movimentos migratórios que nos levam a examinar quatro tendências que irão caracterizar os padrões de migração nos próximos anos:

Aceleração – A migração através de fronteiras está ocorrendo em números maiores do que já ocorreu anteriormente. Diversificação – Atualmente, a maioria dos países recebe imigrantes de muitos tipos diferentes, ao contrario de antigamente, quando predominavam formas específicas de imigração, como a imigração ou dos refugiados. Globalização – A migração tornou-se mais global por natureza, envolvendo um número maior de países como emissores e receptores. Feminização – Um número crescente de migrantes é formado por mulheres, o que faz com que a migração contemporânea seja bem menos dominada pelo sexo masculino do que foi em épocas anteriores (CASTLES e MILLER, 1993 apud GIDDENS, 2005, p. 215).

Nesse modelo, no tópico sobre Feminização, ressaltamos o papel da mulher nos fluxos migratórios, uma vez que:

O aumento do número de migrantes mulheres está intimamente relacionado a mudanças no mercado de trabalho global, incluindo a demanda cada vez maior de trabalhadoras domésticas, a expansão do turismo sexual e do “tráfico de mulheres”. (CASTLES e MILLER,1993 apud GIDDENS, 2005, p. 215).

Esse enfoque merece uma discussão a parte, já que nos apresenta um novo estudo sobre a questão de gênero no processo migratório, nos possibilitando analisar um novo paradigma sobre o papel da mulher na condição de mantenedora do sustento da família. No Brasil, nas regiões norte e nordeste ainda são comuns verificar meninas, trabalhando em casa de família como “babas” em troca de casa, comida e possibilidade de estudo. Essas necessidades básicas fazem com que essas crianças deixem a família e a comunidade em direção as metrópoles em busca de melhores condições de vida.

Cartas de Babel: A presença do fenômeno da migração na Literatura Brasileira
O drama de milhares de pessoas obrigadas a mudar de seu lugar de origem, aguçou a criatividade e o interesse de artistas que sensibilizados com a saga das vitimas do desterro, encontraram o mote para a criação de suas obras, como podemos verificar nos exemplos a seguir:

a) Na prosa de Fernando Pessoa:
“E como as viagens as leituras, e como as leituras tudo… Sonho uma vida erudita, entre o convívio mudo dos antigos e dos moradores, renovando as emoções pelas emoções alheias, enchendo-me de pensamentos contraditórios na contradição dos meditadores e dos que quase pensaram, que são a maioria dos que escreveram. (…)”.
“O meu desejo é fugir. Fugir ao que conheço, fugir ao que é meu, fugir ao que amo. Desejo partir – não para as Índias impossíveis, ou para as grandes ilhas ao Sul de tudo, mas para o lugar qualquer – aldeia ou ermo – que tenha em si o não ser este lugar (…)”.

b) Nas composições de Milton Nascimento e Fernando Brant:

(…) Todos os dias
É um vai e vem
A vida se repete
Na Estação
Tem gente que chega
Pra ficar
Tem gente que vai
Pra nunca mais
Tem gente que vem
E quer voltar
Tem gente que vai
E quer ficar
Tem gente que veio
Só olhar
Tem gente a sorrir
E a chorar (…)”

c) De Caetano Veloso, O Estrangeiro:
“O pintor Paul Gauguin amou a luz da Baía de Guanabara.
O compositor Cole Porte adorou as luzes na noite dela
(…)
O antropólogo Claude Levy- Strauss detestou a Baía de Guanabara:
Pareceu-lhe uma boca banguela”.
d) De Chico Buarque de Holanda, Assentamento:
e)
Zanza daqui
Zanza pra acolá
Fim de feira, periferia afora
A cidade não manda mais em mim
Francisco Serafim
Vamos embora

f) E de Arnaldo Antunes, Inclassificáveis:

Aqui somos mestiços, mulatos
Cafuzos, pardos, mamelucos, sararás
Crliouros, guaranisseis e judárabes
Orientupis, orientupis
Ameriquítalos, luso, nipo, caboclos
Orientupis, orientupis
Iberibárbaros, indio, ciganagôs
Somos o que somos
Inclassificáveis

Podemos verificar no exemplo acima, que o modelo de diáspora global intensifica o processo de miscigenação étnica por todo planeta, contribuindo para a transculturação e o hibridismo da identidade cultural na contemporaneidade.
Nesse contexto, fazendo um paralelo conceitual entre ficção e epistemologia, iremos analisar trechos do conto Cartas de Babel de Luiz Galdino (2007), tendo como base o referencial teórico de Haesbaert (2005), Ianni (2004), Sayad (1998) e Hall (2006): “Meu pai, como tem passado? Estava mesmo pra lhe escrever, responder sua carta tão plena de anseios e cuidados” (GALDINO, 2007, p. 25).
Nesta frase, percebemos que a carta é o elo de comunicação entre o migrante e a família, tornando-se o espaço pelo qual ambos se encontram para matar a saudade, constituindo-se em um “reduto” de resistência. Desse modo, fica evidente que:
É no campo simbólico ou das representações que o migrante pode melhor se “segurar” a fim de manter um mínimo da territorialidade perdida, no decorrer do seu deslocamento espacial – “geografias imaginárias” (HAESBAERT, 2005, p. 37).

“Mas nos relógios daqui os ponteiros endiabrados disparam sem que a gente se dê conta” (p. 25). O relógio, instrumento característico do sistema capitalista de produção, é o grande ditador do tempo nos grandes centros urbanos, no qual milhares de trabalhadores tem sua vida controlada. Segundo Ianni (2005): Note-se que grande parte da vida do migrante desenvolve-se na cidade, muitas vezes na grande cidade. Diferente da vida no campo, onde o tempo é marcado pelos ciclos sazonais determinados pela natureza, criando um ambiente mais tranquilo. “Sou pássaro ferido que perdeu o rumo na tempestade, bicho acuado que há de viver sofrendo” (GALDINO, 2007, p. 31).
O reconhecimento frustrado pela busca de uma vida melhor, fora do seu lugar de origem, leva os viandantes ao sofrimento e a angustia de não se encontrar na sociedade de destino:
São múltiplas as causas que presidem o ato de emigrar, não se deve perder a dimensão da imigração como fato social no qual trajetórias individuais são contempladas. Nesses deslocamentos que tiveram como pano de fundo a expansão capitalista, foram múltiplas as razões relacionadas com a emigração-imigração, levando a que o “outro”, o de nacionalidade distinta se integrasse de maneira diferenciada na região que os acolheu (SAYAD, 1998 apud EMMI, 2008, p. 108).

“Quero voltar pra junto dos morros com peito de meia-lua, para o meu rio com curvas de mulher madura, pra minha serra com cheiro de alecrim. Quero voltar lá pra Oiticica ” (GALDINO, 2007, p. 31).
Os valores indenitários de um povo, também estão presentes no seu lugar de origem, visto que estes vivenciam seus traços culturais de acordo com o grupo no qual estão inseridos. E a saída de sua comunidade, muitas vezes contribui para a formação de identidade hibrida.
A assim a chamada “crise de identidade” é vista como parte de um processo mais amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e abalando os quadros de referencia que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social (HALL, 2006, p. 7).

“Deixa voltar pra junto das coisas que conheço, que eu amo, porque só assim terei salvação” (GALDINO, 2007, p.32). Neste apelo, fica evidente o anseio pelo retorno, muitas vezes marcado pelo insucesso de uma viagem imposta por diferentes razões.
Alguns alcançam a ascensão social, realizam-se, chegam a sentir-se vitoriosos. Outros, muitos, a grande maioria, dissolvem-se no meio da multidão solitária que povoa as grandes cidades. (IANNI, 2004, p. 95)
O medo pelo fracasso é algo presente nas comunidades imigrantes, retornar “pior do que saiu” torna-se uma opção desastrosa para esses indivíduos. No entanto, essa última opção torna-se uma tábua de salvação quando não há mais nada a ser feito para sobreviver no país de imigração, pois muitas dessas pessoas preferem retornar para a sua nação, acreditando que “sofrer” somente terá sentido se for próximo de seus semelhantes e de sua história de vida.
Conclusão

As reflexões apresentadas neste artigo nos levam a busca de um desafio, analisar a situação vivida por milhares de migrantes pela ótica ficcional, considerando relevante pensar sobre o processo migratório como um fenômeno mundial da contemporaneidade, no qual há Instabilidade econômica, terrorismo e as incertezas em relação ao futuro de alguns países asiáticos e africanos, contribuindo para uma verdadeira crise humanitária de refugiados em direção ao países do continente europeu e norte-americano.
O reconhecimento da existência dessa problemática tem sido o mote de muitos autores que veem no drama pessoal dos viandantes a inspiração de suas obras. Desse modo, buscamos analisar com base no referencial teórico sobre esta temática, a saga de milhares de pessoas que no vai e vem de suas andanças, buscam “um cantinho de seu pra poder descansar”. Para isso, foram usadas reflexões interdisciplinares, pois as mesmas mostram de que forma todas as formas de expressão artística e cultural veem esse problema e tentam trazer à tona um tema tão importante como o das migrações. Diante disso, pensa-se que estamos longe de esgotar as discussões sobre o tema, no entanto, esperamos que esta breve analise tenha provocado inquietações para que futuros trabalhos venham a somar as reflexões apresentadas neste ensaio.

REFERÊNCIAS
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Holanda, Chico Buarque de. As Cidades. Assentamento. Faixa 07. BMG. s/d 1 CD-ROM.
BRAGA, Fernando Gomes. Conexões territoriais e redes migratórias: uma análise dos novos padrões da migração interna e internacional no Brasil. Belo Horizonte, MG Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional Faculdade de Ciências Econômicas – UFMG, 2011.
Nascimento, Milton; Brant, Fernando. Encontros e despedidas. Faixa 08. Nº 62724509. PolyGram. s/d 1 CD-ROM. Estrangeiro. Caetano Veloso. O Estrangeiro. Faixa 01. Nº 63627014. Philips. s/d 1 CD-ROM.
EMMI, M. F. Italianos na Amazônia (1870-1950): pioneirismo econômico e identidade. Belém: EDUFPA, 2008.
GALDINO, Luiz. Carta de Babel. In: RUFFATO, Luiz. Entre nós. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2007. p. 25-31.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artimed, 2005.
HAESBART, Rogerio. Migração e desterritorialização. In: NETO, Helion Póvoa e FERREIRA, Ademir Pacelli (Org.). Cruzando Fronteiras Disciplinares: Um panorama dos estudos migratórios. Rio de Janeiro: Revan, 2005. p. 37.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006. p.
IANNI, Otávio. Capitalismo, violência e terrorismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 95.
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SAYAD, A. A imigração ou os paradoxos da alteridade. São Paulo: EDUSP, 1998.



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