Revista Mulheres e Literatura – vol.15 – 2º Semestre - 2015



AS HISTÓRIAS HÍBRIDAS EM MALINCHE: UMA VIAGEM AO PASSADO – Fernanda Aparecida Ribeiro, Kátia Rodrigues Mello Miranda





Fernanda Aparecida Ribeiro

Universidade Federal de Alfenas

 

Kátia Rodrigues Mello Miranda

Universidade Estadual Paulista

 

 

RESUMO: Um dos propósitos do romance histórico atual latino-americano é a releitura crítica do fato histórico com o motivo de preservar ou recuperar a(s) identidade(s) de América, por meio da problematização da reinterpretação de seu passado. O romance Malinche (2005), da escritora mexicana Laura Esquivel (1950-), considera tanto a história da mulher na expedição dos espanhóis em terras mexicanas como a função de problematizar as relações de literatura e história por meio da voz feminina, convertendo-se no que Magdalena Perkowska (2008, p. 42) nomeia de “histórias híbridas”: outras possibilidades, outros discursos a partir da releitura crítica dos relatos de viagem da Conquista.

 

PALAVRAS-CHAVE: Literatura e História – Literatura e Mulher – Laura Esquivel – Malinche.

 

RESÚMEN: Uno de los propósitos de la novela histórica actual latinoamericana es la relectura crítica del hecho histórico con el motivo de preservar o recuperar la(s) identidad(es) de América, por medio de la problematización de la reinterpretación de su pasado. La novela Malinche (2005), de la escritora mexicana Laura Esquivel (1950-), considera tanto la historia de la mujer en la expedición de los españoles en tierras mexicanas como la función de problematizar las relaciones de literatura e historia por medio de la voz femenina, convirtiéndose en lo que Magdalena Perkowska (2008, p. 42) llama de “historias híbridas”: otras posibilidades, otros discursos a partir de la relectura crítica de los relatos de viaje de la Conquista.

 

PALABRAS-LLAVE: Literatura e Historia – Literatura y Mujer – Laura Esquivel – Malinche.

 

Minicurrículo: Fernanda Aparecida Ribeiro é professora adjunta na Universidade Federal de Alfenas, no conjunto das disciplinas de literatura hispano-americana. Doutorou-se em Letras na Universidade Estadual Paulista (UNESP) e tem experiência na área de Literatura, com ênfase em literatura latino-americana, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura latino-americana, romance histórico contemporâneo e literatura escrita por mulher.

 

Minicurrículo: Kátia Rodrigues Mello Miranda é professora assistente doutora da Faculdade de Ciências e Letras de Assis, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), no conjunto das disciplinas de língua espanhola. Tem experiência na área de Letras, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores de língua, ensino e aprendizagem de língua estrangeira (espanhol) e literatura no ensino de espanhol como língua estrangeira.

 

 


As histórias híbridas em Malinche:

uma  viagem  ao  passado

 

Fernanda Aparecida Ribeiro

Universidade Federal de Alfenas

 

Kátia Rodrigues Mello Miranda

Universidade Estadual Paulista

 

Publicado em 2005, Malinche é o último romance da escritora mexicana Laura Esquivel (1950-). Trata-se de uma narrativa ficcional de tema histórico; uma viagem ao passado por meio da literatura, em que se sobressaem a reinvenção das crônicas de conquista e colonização, resgatando as aventuras de Hernán Cortés na viagem à América, e posterior Conquista do México, e a atuação da indígena Malinche, considerada como a “culpada” pela vitória dos espanhóis frente aos indígenas.

Na América em meados do século XX, quando a problematização da reinterpretação do passado latino-americano leva os escritores do continente a procurarem recursos literários que traduzam a memória e a visão de história que possuem, que é muito distinta da visão otimista e positivista da Europa do século XIX – quando nasceu o romance histórico, segundo Lukács (1977) –  encontram-se várias singularidades, como a intertextualidade, a ficcionalização dos personagens históricos e a releitura crítica – e algumas vezes conflitiva – da história, com o objetivo de proporcionar uma nova perspectiva da interpretação do passado.

Muitos são os estudos sobre a relação da literatura e história na América Latina, de modo especial na segunda metade do século XX; contudo, de todos os aspectos delineados pelos críticos sobre o romance histórico contemporâneo, acredita-se que um dos principais seja aquele que Magdalena Perkowska aponta na introdução de seu livro Historias híbridas (2008, p. 42):

 

(…) los novelistas dibujan un nuevo mapa para el concepto de la historia y su discurso. Vista desde esta perspectiva, la novela histórica latinoamericana no cancela la historia sino que redefine el espacio declarado como “histórico” por la tradición, la convención y el poder, postulando y configurando en su lugar las historias híbridas que tratan de imaginar otros tiempos, otras posibilidades, otras historias y discursos.

 

 

Talvez essa seja a principal finalidade dos autores latino-americanos: a realização de uma leitura atenta, pormenorizada e crítica da história, não com o objetivo de anular seu discurso ou propósito, mas sim de recolocar a história em um espaço em que se permitem outros tempos, várias versões e diversos discursos que contribuem na interpretação do passado.

O escritor peruano Mario Vargas Llosa, em seu texto “La verdad de las mentiras” (1990, p. 7), faz uma defesa de como a ficção (tida como “fingimento”, “invenção”) colabora para a interpretação do passado: “En efecto, las novelas mienten – no pueden hacer otra cosa – pero esa es solo una parte de la historia. La otra es que, mintiendo, expresan una curiosa verdad, que solo puede expresarse disimulada y encubierta, disfrazada de lo que no es”.

Assim, pode-se notar que os romancistas manuseiam a ficção como uma forma de acercar-se à realidade e de expressar a sua leitura própria, a chamada “curiosa verdade” apontada por Vargas Llosa. Concordando com o escritor peruano, Mercedes Giuffré (2004, p. 23-24) também informa que no romance histórico não há mentira e que a narrativa é simplesmente “una forma de pensar el pasado y de repensar la escritura de la historia. No miente sino que interpreta, e intenta comprender el presente que resulta del pasado, valiéndose de las herramientas que aporta la imaginación”.

Um dos propósitos do romance histórico latino-americano atual é a releitura crítica do passado histórico com o motivo de preservar ou recuperar a(s) identidade(s) da América, por meio da problematização da interpretação do seu passado. André Trouche (2006, p. 44) declarou que esse tipo de literatura provoca o diálogo com a história de forma “transgressora”, pois implica novas visões e versões sobre o discurso instaurado. Nesse contexto, encontramos o romance Malinche, que oferece um novo olhar para a viagem de Cortés à América, resgatando as aventuras da Conquista do México através do olhar da personagem principal, que dá nome ao livro.

Laura Esquivel evidencia o relato da vida da mulher indígena que participou dos acontecimentos históricos como intérprete do conquistador espanhol. Contudo, a visão oferecida pela autora não será a mesma de muitos escritores que tratam Malinche como a traidora de seu povo. Existe, assim, uma ideologia que permeia todo o romance de Esquivel e que pode ser analisada a partir dos princípios básicos da Crítica Feminista, que discute a posição e a representação da mulher nos textos literários escritos tanto por homens como por mulheres e que problematiza as causas da opressão feminina frente ao patriarcado, debatendo o espaço a que a mulher é relegada na sociedade e desconstruindo a oposição homem/mulher.

Conforme sistematiza Lúcia O. Zolin (2005, p. 189), a Crítica Feminista tem sua origem com a publicação de Sexual Politics, de Kate Millet, em 1970, uma obra que “traz à tona discussões acerca da posição secundária ocupada pelas heroínas dos romances de autoria masculina, como também pelas escritoras e críticas literárias”. Em sua tese, Millet parte da discussão de que o patriarcado gera a opressão feminina por meio de um rígido sistema que distingue os papéis sexuais, em que tudo o que se refere ao papel masculino é “universal” e “oficial”, oprimindo o lado feminino. A Crítica tem como um de seus objetivos desmascarar a repressão dos papéis femininos legitimados pela ideologia dominante na sociedade e pela literatura canônica.

Dos três enfoques feministas atuais – o britânico, orientado pelas teorias marxistas; o francês, que se baseia na psicanálise; e o norte-americano, que é essencialmente textual – destaca-se aqui o último, por ter o foco no texto literário. Uma importante representante é Elaine Showalter, que analisa os textos de escritoras inglesas do século XIX, em “A Literature of Their Own” (1986), e propõe uma classificação das fases históricas dessas subculturas literárias escritas por mulheres dos Estados Unidos: feminine, feminist e female.

A primeira, que se pode traduzir por “feminina”, é o momento em que as autoras seguem o padrão e os modelos da tradição da literatura dominante (leia-se: masculina). A segunda, traduzida como “feminista”, é uma fase de protesto, de sublevação frente à condição subordinada da mulher na sociedade e na sua representação na literatura. Já a última fase, muitas vezes traduzida para o português como “da mulher” (em espanhol, “autodescubrimiento”), aponta para uma identidade e autonomia feminina, na qual as mulheres adquirem o conhecimento de si mesmas e dos problemas em questão, e o interesse se volta para os textos escritos por elas mesmas. Essa classificação pode ser válida para literaturas escritas por mulheres de outros países, como Brasil e América Hispânica.

Ao resgatar o passado, principalmente uma figura feminina cuja interpretação histórica tem tanto um lado positivo como um negativo, Esquivel reivindica a possibilidade de mostrar uma versão a partir do olhar da mulher, buscando uma interpretação para as ações da personagem histórica.

Malinche era uma indígena que foi escravizada por algumas tribos, até que foi dada como “presente” a Hernán Cortés. Logo, descobriu-se que ela falava as línguas maia e asteca, e, junto com Aguilar (um europeu náufrago, que aprendeu a língua maia), participou de uma rede de comunicação entre espanhóis e índios, tornando-se a intérprete de Cortés.

O nome da personagem histórica provavelmente era Malinalli ou Malintzin; após o batismo cristão, foi nomeada de doña Marina, mas o nome que a tornou conhecida foi Malinche. No livro de Esquivel, a personagem sempre será nomeada como Malinalli, mas aqui na nossa exposição, a trataremos de Malinche, que é o nome mais conhecido.

O signo de “traidora de seu povo” provém dos discursos nacionalistas do século XIX, em especial do autor Carlos María de Bustamante, que desqualifica Malinche e a culpa por trair seu povo no episódio de Cholula – quando revela a Cortés que os indígenas estariam armando uma cilada para os espanhóis. Assim, segundo esses discursos, Malinche estaria a favor dos conquistadores e seu conhecimento sobre o universo indígena teria sido um fator decisivo para a vitória dos espanhóis. Tais discursos foram frequentes nessa época e eram difundidos nas escolas e livros de história.

Já no século XX, aparecem outros autores, que contestam a versão de Malinche como traidora de seu povo e, principalmente, de que a vitória dos espanhóis tenha se dado por causa da indígena. Nessa esteira, Cristina González Hernández (2002, p. 34) insiste que “el triunfo de los españoles sobre la hegemonía de Tenochtitlán se debió a la debilidad del propio sistema, a los enfrentamientos internos y a la insumisión de los pueblos tributarios que el mal llamado imperio azteca no había conseguido dominar de manera efectiva.”

Muito já se discutiu sobre o descobrimento da América que, segundo González Hernández (2002, p. 25-26), que afirma que “se encuadra en una perspectiva renacentista, marcada por la curiosidad y el afán de dar cuenta, de narrar los acontecimientos y las novedades, que busca nuevos espacios y configura otra imago mundi”.

González Hernández (2002, p. 25-26) ressalta, ainda, que a sociedade espanhola se destacava por “la religiosidad, el espíritu de aventura y la mentalidad nobiliaria, características impregnadas de medievalismo que quedarán reflejadas en la Conquista de México”. Tais características podem ser observadas em Cortés, que, em suas Cartas de Relación (1519), deixa explícito o espírito de Santa Cruzada, comparando os índios aos mouros.

O romance de Esquivel toma tanto a história de Cortés como a de Malinche com o objetivo de problematizar as relações de literatura e história por meio da voz feminina, convertendo-as em “histórias híbridas”, conforme a nomenclatura de Magdalena Perkowska (2008, p. 42). Para obter esse resultado, Esquivel utiliza Malinche como foco narrativo eixo da narração, apresentando ao leitor um romance de formação, segundo a terminologia de K. Morgenstern, comentada por Carlos Ceia. [Conferir o verbete de Bildungsroman no e-dicionário de Termos Literários]: “Ao centrar o processo de desenvolvimento interior do protagonista no confronto com acontecimentos que lhe são exteriores, ao tematizar o conflito entre o eu e o mundo, o Bildungsroman dá voz ao individualismo, ao primado da subjectividade e da vida privada.”

Assim, a história de Malinche inicia com o nascimento da protagonista – descrito com muitos símbolos, especialmente o da água, como sinal de vida –, retrata sua infância ao lado da avó, que deixou os principais ensinamentos para sua vida, relata sua experiência com os espanhóis ao longo de todo o percurso da Conquista, e, por fim, narra os últimos anos de sua vida. É possível traçar a transformação da personagem no decorrer da narração e perceber que o romance tenta representar a visão da mulher sobre a Conquista do México, e, principalmente, o romance se apresenta como uma versão do que Malinche poderia ter pensado/falado, já que não há registro histórico do que a personagem histórica pensava/acreditava sobre os espanhóis e a Conquista.

Por se tratar de uma narrativa escrita por uma escritora feminista, a representação da protagonista terá características específicas, como a demonstração de uma consciência nítida sobre sua condição de mulher dentro da sociedade, bem como a intenção de modificar a situação opressora em que vive. Como os pensamentos e sentimentos de Malinalli são o cerne do enredo, o romance propõe, através desse recurso, um questionamento do mito de traidora de sua pátria. Assim, por meio da ficção, o narrador oferece uma versão da vida de Malinalli que não está contemplada na história oficial:

 

Malinalli estaba en total desacuerdo con la manera en que ellos [los indígenas] gobernaban, se oponía a un sistema que determinaba lo que una mujer valía, lo que los dioses querían y la cantidad de sangre que reclamaban para subsistir. Estaba convencida de que urgía un cambio social, político y espiritual. (ESQUIVEL, 2006, p. 24).

 

Tendo em vista essas reflexões, acreditamos que a intenção do romance Malinche não é simplesmente recontar a versão dos cronistas ou reafirmar o mito de traidora de sua pátria, conforme os discursos nacionalistas do século XIX. Ao contrário, a narrativa tem como finalidade apresentar uma interpretação diferente para a história da personagem, desconstruindo os discursos apresentados ao longo dos séculos.

Para lograr tal objetivo, o narrador apresenta as convicções de sua personagem sobre os espanhóis e o seu desejo de liberdade: “A Malinalli le urgía tanto el regreso del señor Quetzalcóatl – principal opositor de los sacrificios humanos – que hasta estaba dispuesta a creer que su dios tutelar había elegido el cuerpo de los recién llegados a estas tierras para que ellos le dieran forma a su espíritu” (ESQUIVEL, 2006, p. 24).

Para superar a dupla opressão sofrida (de ser mulher e de ser escrava), Malinalli começa a acreditar que os espanhóis são os (enviados dos) deuses que o povo indígena esperava. Se ela estivesse certa, como queria, eles trariam a libertação para o seu povo. Assim, a narrativa começa a justificar a atitude de Malinalli em ser a informante dos espanhóis, pois ela estaria servindo aos deuses e nada lhes podia negar nem ocultar.

A narrativa descreve que Malinalli, durante o convívio com os espanhóis, vai adquirindo a consciência de que eles não são os (enviados dos) deuses que ela e seu povo tanto aguardavam, mas preferiu calar, conforme o trecho a seguir, quando soube dos temores de Moctezuma (o imperador dos astecas) sobre o fim de seu império:

 

Malinalli podía impedir que esto sucediera, podía proclamar que los españoles no eran enviados de Quetzalcóatl y en un segundo serían destruidos…, pero ella sería asesinada junto a ellos, y no quería morir como esclava. Tenía muchos deseos de vivir en libertad, de dejar de pasar de mano en mano, de llevar una vida errante. (ESQUIVEL, 2006, p. 74).

 

Assim, a protagonista realiza uma viagem de formação, em conflito consigo mesma e com o contexto em que está inserida, intervindo consciente e ativamente no encontro de dois mundos distintos, contundindo-se a cada instante com os acontecimentos, mas descobrindo-se cada vez mais como mulher, como participante de um momento único da história de seu povo. Atinge o discernimento a cada sofrimento que passa, fortalecendo suas ideias próprias e, principalmente, buscando a sua identidade em meio a vários grupos sociais dominados pelo homem. Assim como no romance de formação, “o seu encontro consigo mesmo significa também uma compreensão mais ampla do mundo”.

O romance de Laura Esquivel compreende várias viagens em uma única história: a viagem ao passado, resgatando os acontecimentos históricos da Conquista do México; a viagem dos espanhóis e de Malinche pelo território mexicano e, principalmente, a viagem de formação da protagonista, que se destaca na narrativa por ser uma pessoa de palavras e atitudes – diferentemente do que ocorreu nos registros históricos, quando a mulher teve sua voz silenciada. O que prevalece na narrativa é o intuito de reaver a memória de um povo através da recriação do passado histórico, convertendo-se em outras possiblidades, outros discursos a partir da releitura crítica dos relatos de viagem da Conquista.

 

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*Esse texto foi apresentado em forma de comunicação oral no Encontro Internacional Viaxeiros: do Antigo ao Novo mundo, nos dias 3 a 13 de junho de 2015, em Santiago de Compostela.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

CARLOS CEIA: s.v. Bildungsroman. e-Dicionário de Termos Literários (EDTL). Coord. de Carlos Ceia. Retirado de <http://www.edtl.com.pt/index.php?option=com_

mtree&link_id=150:bildungsroman&task=viewlink>. Acesso em: 28 maio 2015.

ESQUIVEL, Laura. Malinche. Buenos Aires: Alfaguara, 2006.

FIGUEIREDO, Vera F. de. Da alegria e da angústia de diluir fronteiras: o romance histórico hoje na América Latina. Cânones e contextos: Anais do 5º. Congresso ABRALIC. Rio de Janeiro, ABRALIC, 1998, vol. 1. p. 479-486.

GIUFFRÉ, Mercedes (Org.) En busca de la identidad (La Novela Histórica en Argentina). Buenos Aires: Ed. del Signo, 2004.

GONZÁLEZ HERNÁNDEZ, Cristina. Doña Marina (La Malinche) y la formación de la identidad mexicana. Madrid: Ediciones Encuentro, 2002.

LUKÁCS, Georges. La novela histórica. Trad. Jasmim Reuter. 3. ed. México: Era, 1977.

PERKOWSKA, Magdalena. Historias híbridas: la nueva novela histórica latinoamericana (1985-2000) ante las teorías posmodernas de la historia. Madrid: Iberoamericana; Frankfurt am Main: Vervuert, 2008.

SHOWALTER, Elaine. A Literature of their Own. In: EAGLETON, M. (Ed.). Feminist Literary Theory: a Reader. Cambridge, Mass: Blackwell, 1986. p. 11-15.

TROUCHE, André Luís G. América: história e ficção. Niterói: EDUFF, 2006.

VARGAS-LLOSA, Mario. La verdad de las mentiras. In: La verdad de las mentiras. Ensayo sobre literatura. 2. ed. Barcelona: Seix Barral, 1990. p. 7-18.

ZOLIN, Lúcia Osana. Crítica feminista. In: BONNICI, Thomas; ZOLIN, Lúcia Osana. (Org.) Teoria literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas. 2. ed. Maringá: Eduem, 2005. p. 181-203.

 

 



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